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Vocabulário de português · C2

Estas são as 1.000 palavras ensinadas nos cursos e manuais de português de nível C2 (Proficiência). Cada uma tem uma definição e uma frase de exemplo em português, sem tradução: como aprendem os nativos.

Aprenda estas palavras grátis, dez por dia
PalavraSignificadoExemplo
a prosaForma corrente de escrever, sem versos nem rima, usada nos romances e nos ensaios.Saramago escreveu uma prosa de frases longas e pontuação pouco habitual.
o lirismoExpressão intensa dos sentimentos pessoais, sobretudo na poesia e na música.O lirismo das suas canções fala de amor e de saudade.
a líricaGénero literário em que o poeta exprime emoções e estados de alma.A lírica trovadoresca galego-portuguesa inclui cantigas de amigo e de amor.
a épicaGénero literário que narra em verso os feitos grandiosos de heróis ou de um povo.Os Lusíadas são a obra maior da épica portuguesa.
a epopeiaLongo poema narrativo que celebra as façanhas de um herói ou de uma nação.Camões compôs uma epopeia sobre a viagem de Vasco da Gama à Índia.
a elegiaPoema triste em que se lamenta uma morte ou uma perda.Depois da morte do amigo, o poeta escreveu uma elegia comovente.
a odePoema de tom elevado que celebra uma pessoa, um objeto ou uma ideia.Ricardo Reis escreveu mais de uma ode à maneira do poeta latino Horácio.
o sonetoPoema de catorze versos, organizados em duas quadras e dois tercetos.Florbela Espanca é famosa por cada soneto apaixonado que publicou.
a quadraEstrofe de quatro versos, muito usada na poesia popular.Nas festas de Santo António, cada manjerico leva uma quadra popular.
a redondilhaVerso de cinco ou de sete sílabas, típico da poesia tradicional.A redondilha maior tem sete sílabas e soa muito natural em português.
a estrofeGrupo de versos que forma uma unidade dentro de um poema.O poema tem cinco versos em cada estrofe e termina com um refrão.
a rimaRepetição de sons iguais ou parecidos no fim de dois ou mais versos.Em "coração" e "canção" há uma rima perfeita.
a métricaConjunto de regras sobre a medida e o ritmo dos versos.O professor pediu-nos para analisar a métrica de cada verso.
o decassílaboVerso que tem dez sílabas métricas.O decassílabo heroico é o verso usado em Os Lusíadas.
o alexandrinoVerso de doze sílabas métricas, muito usado na poesia francesa e parnasiana.Este poeta parnasiano compunha quase sempre em alexandrino com cesura no meio.
o verso livreVerso sem número fixo de sílabas nem rima obrigatória.Álvaro de Campos preferia o verso livre às formas fixas tradicionais.
a aliteraçãoRepetição de sons consonantes iguais em palavras próximas, para criar um efeito sonoro.Em "o rato roeu a rolha", há uma aliteração do som r.
a assonânciaRepetição de sons vocálicos iguais ou parecidos em palavras próximas.A assonância das vogais abertas dá ao poema um tom luminoso.
a anáforaRepetição da mesma palavra ou expressão no início de versos ou frases seguidas.O discurso usa a anáfora "Eu quero..." no começo de cada parágrafo.
a elipseOmissão de uma ou mais palavras que se percebem facilmente pelo contexto.Em "Eu fui ao cinema; ela, ao teatro", há uma elipse do verbo.
o hipérbatoAlteração da ordem normal das palavras numa frase, com efeito expressivo.Os poetas clássicos usavam o hipérbato para ajustar a frase ao ritmo do verso.
a sinestesiaMistura de sensações de sentidos diferentes numa mesma expressão."Uma voz doce e quente" é um bom exemplo de sinestesia.
a perífraseUso de várias palavras para dizer o que se poderia dizer com uma só."O astro-rei", em vez de "o Sol", é uma perífrase conhecida.
a litoteForma de afirmar algo negando o contrário, muitas vezes para suavizar.Dizer "não é nada feio" em vez de "é bonito" é uma litote.
a prosopopeiaAtribuição de qualidades ou ações humanas a animais, objetos ou ideias.Em "o vento chorava na janela", o poeta recorre à prosopopeia.
a apóstrofeInterpelação direta a alguém ou a algo, presente ou ausente, no meio de um texto."Ó mar salgado!" é uma apóstrofe famosa de Fernando Pessoa.
a gradaçãoSequência de palavras ou ideias que aumentam ou diminuem de intensidade."Chegou, viu, venceu" mostra uma gradação de ações cada vez mais fortes.
o quiasmoFigura em que os termos de uma frase se repetem em ordem cruzada."Comer para viver, não viver para comer" é um quiasmo clássico.
a sinédoqueFigura que usa a parte pelo todo, ou o todo pela parte.Dizer "mil cabeças" para "mil pessoas" é uma sinédoque.
o pleonasmoRepetição desnecessária de uma ideia já expressa, como em "subir para cima"."Ver com os próprios olhos" é um pleonasmo que às vezes reforça a ideia.
a tautologiaAfirmação que repete a mesma ideia com outras palavras e não acrescenta nada."Um amigo é um amigo" parece uma tautologia, mas tem força expressiva.
o tropoUso de uma palavra num sentido figurado, como na metáfora ou na metonímia.A metáfora é o tropo mais estudado nas aulas de literatura.
o timbreQualidade própria de um som ou de uma voz que a distingue das outras.Reconheci-a logo pelo timbre grave e rouco da voz.
a cadênciaRitmo regular de sons, de movimentos ou de palavras.O orador falava com uma cadência lenta e segura.
a toadaMelodia simples e repetitiva; também o som contínuo de alguma coisa.Os pescadores cantavam uma velha toada enquanto puxavam as redes.
a dicçãoManeira de pronunciar as palavras ao falar ou ao cantar.A atriz tem uma dicção perfeita; percebe-se cada sílaba.
a eloquênciaCapacidade de falar ou escrever de forma clara, bonita e convincente.A eloquência do advogado impressionou todo o tribunal.
a verbosidadeTendência para usar palavras a mais, sem necessidade.A verbosidade do relatório escondia a falta de ideias concretas.
a prolixidadeDefeito de quem se alonga demasiado ao falar ou ao escrever.A prolixidade do conferencista fez metade da sala adormecer.
a concisãoQualidade de dizer muito com poucas palavras.Os bons títulos de jornal exigem concisão e clareza.
a sobriedadeQualidade do que é simples, moderado e sem exageros.A sobriedade da decoração tornava a sala elegante.
a contençãoControlo das emoções ou dos gestos; ausência de excessos.O ator interpretou a cena da despedida com grande contenção.
o despojamentoSimplicidade extrema, sem enfeites nem elementos supérfluos.O despojamento da casa, com paredes brancas e poucos móveis, impressionou-nos.
o requinteElegância e gosto muito apurados no estilo ou nas maneiras.O jantar foi servido com um requinte digno de um palácio.
o refinamentoQualidade de quem ou do que é muito delicado, culto e elegante.O refinamento do seu estilo nota-se em cada página do livro.
o preciosismoExcesso de cuidado e de rebuscamento na linguagem ou no estilo.O preciosismo do autor torna alguns parágrafos quase ilegíveis.
o barroquismoGosto pelo excesso de ornamentos e de complicação na arte ou na escrita.O barroquismo da fachada contrasta com a simplicidade do interior.
o maneirismoEstilo artístico do século XVI; também maneira afetada e repetitiva de fazer algo.O maneirismo do cantor, com gestos sempre iguais, cansou o público.
o classicismoEstilo que segue os modelos da Antiguidade grega e romana, com equilíbrio e ordem.O classicismo valorizava a harmonia, a proporção e a razão.
o simbolismoMovimento literário do fim do século XIX que sugere sensações através de imagens e sons.Camilo Pessanha é o grande nome do simbolismo português.
o parnasianismoMovimento poético do século XIX que defendia a perfeição formal e a arte pela arte.O parnasianismo preocupava-se sobretudo com a forma perfeita do verso.
o decadentismoCorrente artística do fim do século XIX marcada pelo pessimismo e pelo gosto do requinte.O decadentismo refletia o cansaço de uma época que se sentia no fim.
o saudosismoMovimento literário português que fazia da saudade o centro da identidade nacional.Teixeira de Pascoaes foi o principal teórico do saudosismo.
o sebastianismoCrença popular na volta do rei D. Sebastião para salvar Portugal; esperança num salvador.O sebastianismo surgiu depois do desaparecimento do rei em Alcácer Quibir.
o messianismoEsperança na chegada de alguém que vai resolver todos os problemas de um povo.O historiador estudou o messianismo nas revoltas camponesas do século XIX.
o existencialismoCorrente filosófica que põe no centro a liberdade e a responsabilidade do indivíduo.Sartre e Camus são autores ligados ao existencialismo.
o niilismoAtitude filosófica que nega a existência de valores ou de sentido para a vida.A personagem principal oscila entre o niilismo e a esperança.
o ceticismoAtitude de quem duvida e não aceita facilmente uma ideia sem provas.Os cientistas receberam o anúncio com algum ceticismo.
o estoicismoFilosofia antiga que ensina a aceitar o destino com calma; firmeza perante o sofrimento.Enfrentou a doença com um estoicismo admirável.
o hedonismoDoutrina que vê o prazer como o principal objetivo da vida.O hedonismo da personagem leva-a a gastar tudo em festas.
o epicurismoFilosofia que procura a felicidade nos prazeres simples e moderados.O epicurismo ensina que a amizade e a tranquilidade bastam para ser feliz.
o determinismoIdeia de que tudo o que acontece tem causas que o tornam inevitável.O romance naturalista é marcado pelo determinismo do meio social.
o livre-arbítrioCapacidade de escolher e de decidir por vontade própria.O debate sobre o livre-arbítrio continua aberto entre filósofos e neurocientistas.
o fatalismoAtitude de quem acredita que nada se pode mudar porque tudo já está decidido.O fatalismo do avô irritava os netos: "o que tem de ser, será".
o providencialismoDoutrina que explica a história como resultado de uma vontade superior que tudo guia.Os cronistas medievais escreviam a história com um forte providencialismo.
o maniqueísmoForma de ver o mundo dividido de modo simplista entre o bem e o mal.O filme peca pelo maniqueísmo: os heróis são perfeitos e os vilões, monstros.
o relativismoIdeia de que a verdade e os valores dependem do contexto ou da cultura.O relativismo cultural ajuda a compreender costumes muito diferentes dos nossos.
o positivismoCorrente filosófica que só aceita como conhecimento o que pode ser verificado pela ciência.Auguste Comte é considerado o fundador do positivismo.
o empirismoDoutrina segundo a qual o conhecimento vem da experiência dos sentidos.Locke e Hume são grandes nomes do empirismo britânico.
o racionalismoDoutrina que considera a razão a principal fonte do conhecimento.Descartes é a figura central do racionalismo do século XVII.
o idealismoTendência para seguir ideais elevados; também doutrina que dá primazia às ideias sobre a matéria.O idealismo dos jovens voluntários contagiou toda a aldeia.
o materialismoValorização excessiva dos bens materiais; também doutrina que explica tudo pela matéria.Critica o materialismo de uma sociedade que só pensa em comprar.
o humanismoMovimento do Renascimento que valorizava o ser humano e o estudo dos autores antigos.Erasmo foi uma das grandes figuras do humanismo europeu.
o iluminismoMovimento do século XVIII que defendia a razão, a ciência e a liberdade.O iluminismo influenciou as reformas do Marquês de Pombal.
a escolásticaFilosofia ensinada nas universidades medievais, que procurava conciliar a fé e a razão.Na Idade Média, a escolástica dominava o ensino da filosofia.
a hermenêuticaArte ou ciência de interpretar textos e o seu sentido.A hermenêutica jurídica ajuda a perceber o verdadeiro alcance de uma lei.
a exegeseExplicação pormenorizada e crítica de um texto, sobretudo antigo.O professor fez uma exegese minuciosa do primeiro canto do poema.
a glosaComentário ou explicação de um texto; também poema que desenvolve um mote.O poeta escreveu uma glosa a partir de um mote popular.
a paráfraseExplicação de um texto com outras palavras, mantendo o mesmo sentido.Fez uma paráfrase do artigo para que os alunos o entendessem melhor.
o pasticheObra que imita deliberadamente o estilo de outro autor ou de uma época.O conto é um pastiche divertido dos romances policiais ingleses.
o plágioApresentação como sua de uma obra ou ideia de outra pessoa.A tese foi anulada quando se descobriu o plágio.
a intertextualidadeRelação de um texto com outros textos que cita, imita ou retoma.A intertextualidade entre o romance e Os Lusíadas é evidente desde o título.
o subtextoSentido escondido que se percebe por baixo do que é dito explicitamente.O subtexto da conversa era claro: ela queria sair da empresa.
a entrelinhaO que se dá a entender num texto sem estar escrito de forma direta.A carta era simpática, mas cada entrelinha deixava ver alguma mágoa.
o não-ditoAquilo que fica por dizer, mas que se sente numa conversa ou num texto.Naquela família, o não-dito pesava mais do que as palavras.
o implícitoAquilo que não é dito diretamente, mas que se compreende.Para interpretar o texto, é preciso atender ao implícito e não só ao literal.
o motivoTema, imagem ou elemento que se repete numa obra de arte ou numa tradição.O mar é um motivo recorrente na poesia portuguesa.
o tópicoTema tradicional que aparece em muitas obras; também assunto de uma conversa.O tópico do "carpe diem" vem da poesia latina.
a diegeseO mundo e a sequência de acontecimentos contados numa narrativa.A música que as personagens ouvem pertence à diegese do filme.
a intrigaConjunto de acontecimentos que formam a ação de uma história; também maquinação secreta.A intriga do romance gira à volta de uma herança disputada.
o desenlaceParte final de uma história, em que se resolve o conflito.O desenlace do filme surpreendeu toda a gente na sala.
o clímaxMomento de maior tensão ou intensidade numa história ou numa situação.No clímax da peça, o herói descobre a verdade sobre o pai.
o anticlímaxFim fraco ou dececionante depois de grande expectativa.Depois de tanto suspense, o final foi um verdadeiro anticlímax.
a peripéciaAcontecimento imprevisto que muda o rumo de uma história.A viagem foi cheia de peripécias, desde o pneu furado à mala perdida.
o epílogoParte final de uma obra que conta o que aconteceu depois da ação principal.No epílogo, ficamos a saber que os protagonistas se reencontraram.
o prólogoTexto de introdução que vem antes do início de uma obra.O autor explica no prólogo por que razão escreveu o livro.
o proémioIntrodução de uma obra, sobretudo de um poema épico.No proémio de Os Lusíadas, o poeta apresenta o assunto do poema.
a invocaçãoParte de um poema em que o autor pede ajuda e inspiração às musas.Na invocação, Camões pede inspiração às ninfas do Tejo.
a catarseLibertação de emoções fortes, como o medo ou a pena, provocada por uma obra ou experiência.Para muitos espectadores, a tragédia provoca uma verdadeira catarse.
o pathosCapacidade de um discurso ou de uma obra de despertar emoções fortes.O orador recorreu ao pathos para comover a plateia.
o ethosImagem de credibilidade e carácter que alguém transmite ao falar.O ethos do médico, calmo e experiente, convenceu os pais.
a mimeseImitação ou representação da realidade na arte.Para Aristóteles, a mimese é a base de toda a criação artística.
a verosimilhançaQualidade do que parece verdadeiro ou possível, mesmo sendo inventado.O enredo é fantástico, mas tem uma verosimilhança surpreendente.
o arquétipoModelo original ou figura típica que se repete em muitas histórias e culturas.O velho sábio é um arquétipo presente em muitos contos.
o mitoNarrativa antiga sobre deuses e heróis; também ideia falsa em que muita gente acredita.O mito de Ulisses está ligado à fundação lendária de Lisboa.
a mitologiaConjunto das narrativas sobre deuses e heróis de um povo.Na mitologia grega, Zeus é o senhor do Olimpo.
a fábulaPequena história, muitas vezes com animais, que transmite uma lição moral.Na fábula da cigarra e da formiga, aprende-se o valor do trabalho.
a parábolaPequena narrativa com uma lição moral ou espiritual, contada por comparação.O avô contava sempre uma parábola antes de dar um conselho.
a efabulaçãoConstrução imaginativa de uma história ou do seu enredo.A efabulação do romance mistura factos históricos e invenção.
o devirProcesso contínuo de mudança e transformação.Heraclito via o mundo como um eterno devir.
o âmagoA parte mais profunda e essencial de alguma coisa.Aquela notícia tocou-o no âmago da alma.
o cerneParte central e mais importante de uma questão.Vamos ao cerne do problema: falta dinheiro para o projeto.
a essênciaAquilo que é fundamental e caracteriza algo; também extrato concentrado de uma planta.A essência do fado é a expressão da saudade.
a quintessênciaO exemplo mais puro e perfeito de alguma coisa.Para muitos, aquele fadista é a quintessência da tradição lisboeta.
a substânciaMatéria de que algo é feito; também o conteúdo essencial de um discurso.O discurso foi bonito, mas teve pouca substância.
o atributoQualidade ou característica própria de alguém ou de algo.A paciência é o principal atributo de um bom professor.
o serTudo o que existe; também pessoa ou criatura viva.Cada ser humano merece ser tratado com respeito.
o nadaAusência total de existência ou de coisas.O astronauta olhava para o nada escuro do espaço.
o absurdoAquilo que é contrário à razão ou ao bom senso; falta de sentido.O teatro do absurdo mostra personagens presas em situações sem lógica.
o desencantoPerda de entusiasmo ou de ilusão perante algo que se admirava.Depois de anos na profissão, sentia um enorme desencanto.
o desenganoPerda de uma ilusão ao perceber a verdade de uma situação.O desengano chegou quando percebeu que o sócio o enganara.
o enlevoEstado de encanto e admiração profunda.Ouvia a sinfonia num enlevo que a fazia esquecer tudo.
o êxtaseEstado de alegria ou de admiração tão intensa que nos faz esquecer o resto.Os adeptos entraram em êxtase com o golo no último minuto.
o arrebatamentoEmoção súbita e muito forte que domina uma pessoa.Num arrebatamento de raiva, rasgou a carta sem a ler.
o fervorEntusiasmo intenso e apaixonado com que se faz ou se defende algo.Defendeu o projeto com um fervor que convenceu todos.
o ardorPaixão ou entusiasmo intenso; também sensação de calor e de queimadura.Os jovens atletas treinavam com ardor para o campeonato.
o afãEsforço ansioso e empenhado para conseguir algo depressa.No afã de acabar a tempo, esqueceu-se de guardar o ficheiro.
a sofreguidãoGrande pressa e avidez ao comer, beber ou desejar algo.O rapaz bebeu a água com sofreguidão depois da corrida.
a avidezDesejo muito intenso de ter ou de conhecer algo.Lia romances com tal avidez que acabava um por dia.
a cobiçaDesejo exagerado de possuir riquezas ou o que é dos outros.A cobiça dos herdeiros acabou por dividir a família.
a concupiscênciaDesejo intenso de bens ou de prazeres, sobretudo sensuais.Os moralistas do século XVII condenavam a concupiscência dos cortesãos.
a luxúriaDesejo sexual excessivo e descontrolado.No auto de Gil Vicente, cada personagem representa um vício, como a avareza ou a luxúria.
a volúpiaPrazer intenso dos sentidos.Saboreava o chocolate com uma volúpia quase infantil.
a lascíviaComportamento ou tendência marcada pelo desejo sensual.O pintor foi criticado pela lascívia de algumas figuras do quadro.
o pudorSentimento de vergonha ou de reserva em relação ao corpo ou à intimidade.Por pudor, não quis falar da sua vida privada na entrevista.
o recatoDiscrição e modéstia no comportamento e na maneira de vestir.A personagem é descrita como uma jovem de grande recato.
a castidadeAbstenção de relações sexuais, por escolha ou por voto.Na Idade Média, os cavaleiros de certas ordens faziam voto de castidade.
o pecadoFalta contra as regras de uma religião; em sentido figurado, erro ou excesso.Comer aquele bolo inteiro foi um pecado delicioso.
a expiaçãoAto de sofrer um castigo ou de fazer algo para reparar uma falta.No romance, a viagem é uma forma de expiação pelos erros do passado.
a redençãoLibertação de uma culpa ou de uma situação má; recuperação moral.O filme conta a redenção de um homem que tenta reparar o mal que fez.
a remissãoPerdão de uma dívida ou de uma pena; também diminuição dos sintomas de uma doença.Após o tratamento, a doença entrou em remissão.
a penitênciaCastigo ou sacrifício que alguém aceita para reparar uma falta.Como penitência, prometeu ir a pé até casa da avó.
o remorsoSofrimento interior de quem sabe que fez mal.O remorso não o deixou dormir depois de mentir à irmã.
a contriçãoArrependimento sincero e profundo por uma falta cometida.O jogador pediu desculpa ao adversário com evidente contrição.
o arrependimentoPena ou tristeza por ter feito ou não ter feito alguma coisa.O seu único arrependimento era não ter aprendido a tocar piano.
a compaixãoSentimento de pena perante o sofrimento dos outros, com vontade de ajudar.Os voluntários tratam os doentes com compaixão e paciência.
a misericórdiaBondade que leva a perdoar ou a ajudar quem sofre.O juiz mostrou misericórdia e reduziu a pena do jovem.
a clemênciaDisposição para perdoar ou para castigar com menos dureza.O réu pediu clemência ao tribunal.
a piedadeSentimento de pena e de compaixão por quem sofre; também devoção religiosa.Ao ver o cão ferido, sentiu uma enorme piedade.
a comiseraçãoPena profunda pelo sofrimento ou pela desgraça de outra pessoa.Olhou para o mendigo com comiseração e deu-lhe o casaco.
a abnegaçãoAtitude de quem renuncia aos seus interesses para ajudar os outros.A enfermeira cuidou dos doentes com uma abnegação admirável.
a renúnciaAto de desistir voluntariamente de algo a que se tem direito.A renúncia do presidente do clube apanhou todos de surpresa.
a ascesePrática de disciplina rigorosa do corpo e do espírito para alcançar uma perfeição.O treino do maratonista era uma verdadeira ascese diária.
o ascetismoModo de vida austero, com renúncia aos prazeres e ao conforto.O ascetismo do pintor era conhecido: vivia sem aquecimento nem televisão.
a frugalidadeHábito de viver ou de comer com simplicidade e moderação.A frugalidade dos avós permitiu-lhes poupar para a velhice.
a parcimóniaModeração e cuidado no uso de algo, sobretudo de dinheiro.O orçamento deve ser gerido com parcimónia este ano.
a temperançaModeração nos desejos, nos prazeres e nas emoções.A temperança era vista pelos antigos como uma virtude essencial.
a prudênciaCuidado e reflexão para evitar erros ou perigos.Conduza com prudência, porque a estrada está escorregadia.
a sabedoriaConhecimento profundo unido ao bom senso e à experiência da vida.A sabedoria da avó resolvia qualquer discussão em família.
a sapiênciaSaber vasto e profundo, próprio de quem estudou muito.O velho professor falava com uma sapiência que impressionava os alunos.
o saberConjunto de conhecimentos adquiridos pelo estudo ou pela experiência.O saber não ocupa lugar, diz o provérbio.
o discernimentoCapacidade de julgar com clareza e de distinguir o certo do errado.Um bom juiz precisa de discernimento e de equilíbrio.
a acuidadeCapacidade de perceber ou de compreender as coisas com precisão.A acuidade visual dos pilotos é testada todos os anos.
a argúciaInteligência rápida e subtil para perceber ou resolver as coisas.Com grande argúcia, a detetive encontrou a contradição no depoimento.
a finuraDelicadeza e inteligência subtil no trato ou no pensamento.Respondeu à provocação com uma finura que desarmou o adversário.
o engenhoTalento e capacidade de inventar; também máquina ou aparelho.Com muito engenho, transformou uma garagem velha num estúdio.
a engenhosidadeQualidade de quem encontra soluções criativas e inteligentes.A engenhosidade do mecanismo surpreendeu os engenheiros.
o estroInspiração criativa e entusiasmo de um artista, sobretudo de um poeta.Nos últimos anos, o estro do poeta pareceu esgotar-se.
a inspiraçãoImpulso criativo que leva a ter ideias ou a criar uma obra.A escritora encontra inspiração nas caminhadas junto ao mar.
a musaPessoa ou coisa que inspira um artista.A mulher do pintor foi a sua grande musa durante décadas.
a vocaçãoInclinação natural para uma atividade ou profissão.Desde pequena que tinha vocação para a medicina.
a providênciaMedida tomada para resolver ou prevenir algo; também proteção divina.A câmara tomou todas as providências necessárias para evitar inundações.
a sinaDestino que se considera fixado de antemão.Era a sua sina andar sempre de terra em terra.
o infortúnioAcontecimento infeliz ou situação de má sorte.Um infortúnio atrás do outro levou a família à ruína.
a desditaMá sorte; situação de infelicidade.Para sua desdita, o comboio partiu um minuto antes de ele chegar.
a desventuraAcontecimento triste ou infeliz que alguém sofre.O romance narra a desventura de dois amantes separados pela guerra.
a adversidadeSituação difícil ou contrária aos nossos interesses.Nos momentos de adversidade é que se conhecem os verdadeiros amigos.
a vicissitudeMudança imprevista, sobretudo para pior, na vida ou nos acontecimentos.A empresa sobreviveu a todas as vicissitudes do mercado.
a agruraDificuldade ou sofrimento que torna a vida dura.O livro descreve as agruras da vida dos emigrantes em França.
a amarguraTristeza profunda e ressentimento causados por uma desilusão.Falava do antigo emprego com uma amargura evidente.
o felSabor muito amargo; em sentido figurado, rancor e azedume.As críticas dele vinham carregadas de fel.
a acrimóniaAspereza e azedume nas palavras ou no comportamento.O debate decorreu com uma acrimónia pouco habitual entre colegas.
a asperezaQualidade do que é rugoso ao toque ou duro no trato.Respondeu com tal aspereza que a funcionária ficou ofendida.
a rispidezManeira dura e seca de falar ou de tratar alguém.A rispidez do chefe tornava as reuniões desagradáveis.
a urbanidadeDelicadeza e boa educação no trato com os outros.O embaixador recebeu os visitantes com a urbanidade habitual.
a cortesiaComportamento educado e atencioso para com os outros.Por cortesia, o motorista abriu a porta à senhora.
a afabilidadeQualidade de quem é amável, simpático e acolhedor.A afabilidade da dona da pensão fez-nos sentir em casa.
a lhanezaSimplicidade franca e sincera no trato com os outros.Apesar de famoso, tratava toda a gente com lhaneza.
a bonomiaBondade simples e tranquila, de quem leva a vida com calma.O velho farmacêutico era conhecido pela sua bonomia e paciência.
a jovialidadeAlegria e boa disposição constantes.A jovialidade da avó animava todas as festas de família.
a galhardiaElegância e coragem com que alguém se apresenta ou age.A equipa perdeu, mas lutou com galhardia até ao fim.
a gentilezaAto ou atitude amável e delicada para com alguém.Teve a gentileza de me emprestar o guarda-chuva.
o garboElegância e boa presença no porte e nos gestos.O cavaleiro desfilou com garbo pela avenida.
a altivezAtitude de quem se julga superior aos outros; orgulho.A altivez da condessa afastava os criados.
a sobranceriaAr de superioridade e desprezo perante os outros.Falava dos colegas com uma sobranceria insuportável.
a empáfiaVaidade exagerada e arrogante.Com toda a empáfia, disse que ninguém o igualava em nada.
a jactânciaHábito de se gabar dos próprios méritos.A jactância do jogador irritou os adversários antes do jogo.
a fanfarroniceAtitude de quem conta façanhas exageradas ou falsas para se mostrar.Aquela história do tubarão era pura fanfarronice.
a bazófiaVaidade de quem se gaba sem razão; conversa de presunçoso.Deixa-te de bazófia e mostra-nos o que sabes fazer.
a desfaçatezFalta de vergonha em fazer ou dizer algo incorreto.Teve a desfaçatez de pedir dinheiro emprestado outra vez.
o descaramentoAtitude de quem age mal sem qualquer vergonha.Com que descaramento passou à frente de toda a fila!
a insolênciaFalta de respeito ofensiva para com alguém.O aluno foi castigado pela insolência com que respondeu ao professor.
a petulânciaAtrevimento arrogante de quem se julga mais do que é.A petulância do estagiário surpreendeu os colegas mais velhos.
a impertinênciaComentário ou atitude inoportuna e pouco respeitosa.Desculpe a impertinência, mas quanto ganha por mês?
a ousadiaCoragem para fazer algo arriscado ou fora do comum.A ousadia do projeto arquitetónico dividiu a opinião pública.
o atrevimentoAto de quem se arrisca a fazer algo, por vezes sem respeito.Teve o atrevimento de entrar sem bater à porta.
a audáciaCoragem para enfrentar riscos e tomar decisões arrojadas.Os navegadores mostraram enorme audácia ao cruzar oceanos desconhecidos.
a temeridadeCoragem imprudente de quem se expõe a perigos sem pensar.Nadar ali com aquele mar foi uma temeridade.
a pusilanimidadeFalta de coragem e de firmeza para agir.A pusilanimidade do gerente impediu-o de defender a equipa.
a cobardiaFalta de coragem perante o perigo ou a responsabilidade.Fugir sem ajudar o amigo foi um ato de cobardia.
a sordidezQualidade do que é moralmente sujo, mesquinho ou repugnante.O jornalista denunciou a sordidez do negócio.
a vilezaBaixeza moral; ação desprezível.Trair a confiança de uma criança é uma vileza.
a torpezaQualidade do que é indigno e moralmente repugnante.A torpeza do crime chocou a comunidade.
a abjeçãoEstado de extrema degradação moral ou de humilhação.O romance mostra a abjeção a que a miséria pode levar.
a perversidadeTendência para fazer o mal de forma deliberada.O vilão do filme age com uma perversidade fria e calculada.
a malvadezQualidade de quem gosta de fazer mal aos outros.A madrasta da história é conhecida pela sua malvadez.
a crueldadePrazer ou indiferença em fazer sofrer pessoas ou animais.A crueldade com os animais é punida por lei.
a sevíciaMaus-tratos físicos graves infligidos a alguém.O tribunal provou que a vítima sofrera sevícias durante meses.
a barbárieEstado de violência e crueldade extremas, contrário à civilização.O museu recorda a barbárie dos campos de concentração.
a selvajariaComportamento violento e brutal, sem respeito por nada.A destruição do jardim foi um ato de pura selvajaria.
a atrocidadeAto de extrema crueldade.Os historiadores documentaram cada atrocidade cometida durante a ocupação.
a hecatombeGrande desastre com muitas mortes ou perdas.A tempestade provocou uma hecatombe nas vinhas da região.
o cataclismoDesastre natural de enormes proporções; grande transformação violenta.A extinção dos dinossauros terá sido causada por um cataclismo.
a calamidadeDesgraça que atinge muitas pessoas ao mesmo tempo.O governo declarou estado de calamidade depois dos incêndios.
o flageloMal ou desgraça que causa grande sofrimento a muitas pessoas.A fome continua a ser um flagelo em várias regiões do mundo.
a pragaGrande quantidade de insetos ou de doenças que destroem culturas; desgraça repetida.Uma praga de gafanhotos destruiu as colheitas.
a pesteDoença contagiosa grave que mata muita gente.No século XIV, a peste negra matou um terço dos europeus.
a desolaçãoEstado de tristeza profunda; também aspeto de um lugar destruído e vazio.Depois do incêndio, a serra era uma imagem de desolação.
a devastaçãoDestruição total de uma zona ou de algo.O furacão deixou um rasto de devastação pela costa.
o descalabroRuína ou fracasso total.A má gestão levou o clube ao descalabro financeiro.
a derrocadaDesmoronamento de uma construção; também queda ou fracasso completo.A derrocada da muralha fechou a estrada durante dias.
a decadênciaProcesso de perda gradual de força, valor ou prestígio.O romance retrata a decadência de uma família aristocrática.
o ocasoPôr do sol; também fase final e de declínio de algo.No ocaso da carreira, o ator voltou ao teatro.
o crepúsculoLuz fraca do fim da tarde ou do princípio da manhã; também declínio.Ao crepúsculo, as gaivotas regressavam ao porto.
o alvorPrimeira luz da manhã; também início de algo.Partimos ao alvor, quando a aldeia ainda dormia.
a alvoradaMomento em que o dia começa a nascer; também toque militar para acordar.Os pescadores saem para o mar logo de alvorada.
o arrebolCor avermelhada do céu ao nascer ou ao pôr do sol.O arrebol tingia de rosa as águas do Tejo.
o lusco-fuscoLuz fraca do fim da tarde, quando já não é dia nem ainda noite.Ao lusco-fusco, as luzes da cidade começaram a acender-se.
a penumbraLuz fraca, entre a claridade e a escuridão.Os quadros estavam na penumbra para proteger as cores.
o breuEscuridão total; também substância negra parecida com o alcatrão.A aldeia ficou num breu quando faltou a luz.
a trevaEscuridão; em sentido figurado, ignorância ou tristeza.Uma treva espessa cobriu o vale depois do pôr do sol.
as trevasEscuridão completa; em sentido figurado, ignorância e atraso.A Idade Média foi chamada injustamente a idade das trevas.
o fulgorBrilho intenso e vivo.O fulgor dos relâmpagos iluminava o céu.
o esplendorBrilho e beleza magníficos; também período de grande prosperidade.Lisboa viveu o seu esplendor no tempo dos Descobrimentos.
o resplendorLuz intensa que se espalha à volta de algo.O resplendor do fogo-de-artifício iluminava o rio.
o brilhoLuz viva que algo emite ou reflete; também talento notável.O brilho dos olhos dela mostrava a alegria.
a cintilaçãoBrilho tremeluzente, como o das estrelas.A cintilação das estrelas deve-se à atmosfera.
o lampejoBrilho rápido e passageiro; também ideia súbita.Num lampejo de inspiração, resolveu o problema.
o clarãoLuz forte e repentina.Vimos um clarão no céu antes de ouvirmos o trovão.
o vislumbreVisão rápida e imperfeita; também ideia vaga de algo.Teve um vislumbre de esperança quando o telefone tocou.
a centelhaPequena partícula de fogo; também começo de uma ideia ou de um sentimento.Uma centelha de génio brilhava nos primeiros desenhos da criança.
a fagulhaPequena partícula incandescente que salta do fogo.Uma fagulha da lareira queimou o tapete.
a labaredaChama grande e forte.Cada labareda subia mais alto do que as árvores.
o borralhoBrasas e cinzas quentes que ficam na lareira.A avó assava castanhas no borralho da lareira.
a cinzaPó que fica depois de algo arder.O vulcão cobriu a aldeia de cinza.
o rescaldoFase final de um incêndio; também consequências de um acontecimento.Os bombeiros ficaram toda a noite em trabalhos de rescaldo.
o vestígioSinal ou marca que fica de algo que já passou.Os arqueólogos encontraram cada vestígio de uma vila romana.
o resquícioPequeno resto que fica de algo que desapareceu.Ainda havia um resquício de perfume no quarto vazio.
o laivoPequeno sinal ou vestígio de alguma coisa.Respondeu sem um laivo de ironia.
o rastoMarca deixada por alguém ou algo que passou.Os cães seguiram o rasto do javali pela serra.
a pegadaMarca que o pé deixa no chão.Na areia molhada via-se cada pegada das gaivotas.
o sulcoRisco comprido aberto na terra pelo arado; também marca profunda.O lavrador abria um sulco direito atrás do outro.
a fendaAbertura estreita e comprida numa superfície.Entrava água por uma fenda na parede.
a frinchaAbertura muito estreita, por onde passa luz ou ar.A luz da manhã entrava pela frincha da porta.
a gretaPequena racha numa superfície seca, como a terra ou a pele.Com o frio, abriu-se uma greta no lábio inferior.
a brechaAbertura numa parede ou numa defesa; também falha que se pode aproveitar.Os hackers aproveitaram uma brecha na segurança do sistema.
o hiatoInterrupção ou intervalo; em gramática, encontro de duas vogais em sílabas diferentes.Depois de um hiato de dez anos, a banda voltou aos palcos.
o interstícioPequeno espaço entre duas coisas ou partes.A água infiltrou-se em cada interstício entre as pedras.
o confimLimite extremo de um território ou de uma área.A aldeia fica no confim do concelho, junto à fronteira.
os confinsOs lugares mais afastados e distantes.Viajou até aos confins da Patagónia.
o horizonteLinha onde o céu parece encontrar a terra ou o mar; também perspetiva futura.Ao longe, um barco desaparecia no horizonte.
a lonjuraGrande distância.Os emigrantes sentiam a lonjura da terra natal.
a vastidãoExtensão muito grande de espaço.A vastidão do Alentejo impressiona quem chega da cidade.
a imensidãoGrandeza sem limites aparentes.Perante a imensidão do oceano, sentiu-se pequeno.
o infinitoAquilo que não tem fim nem limites.Os matemáticos estudam o infinito com fórmulas rigorosas.
a eternidadeTempo sem princípio nem fim; também tempo que parece muito longo.A espera no hospital pareceu uma eternidade.
o efémeroAquilo que dura muito pouco tempo.A poesia barroca reflete sobre o efémero da beleza.
a transitoriedadeQualidade do que é passageiro e não dura.A transitoriedade da juventude é um tema clássico da poesia.
a finitudeCondição do que tem fim, sobretudo da vida humana.A doença fê-lo pensar na sua própria finitude.
o túmuloConstrução onde se guarda o corpo de uma pessoa morta.O túmulo de D. Pedro está no Mosteiro de Alcobaça.
a sepulturaCova ou lugar onde se enterra um morto.Todos os anos põe flores na sepultura do avô.
o jazigoConstrução num cemitério onde se guardam os mortos de uma família.A família tem um jazigo no cemitério dos Prazeres.
o mausoléuTúmulo grande e monumental.O mausoléu do imperador atrai milhares de turistas.
o epitáfioFrase escrita sobre um túmulo em memória de quem morreu.No epitáfio lia-se: "Aqui jaz um homem bom".
o obituárioNotícia ou secção de jornal sobre pessoas que morreram.O jornal publicou um obituário elogioso do cientista.
a necrologiaTexto biográfico sobre alguém que morreu recentemente.A revista dedicou uma longa necrologia ao escritor.
as exéquiasCerimónias de despedida de uma pessoa que morreu.As exéquias do antigo presidente realizaram-se no Mosteiro dos Jerónimos.
o velórioReunião de pessoas junto ao corpo de alguém antes do funeral.O velório decorreu durante toda a noite na capela da aldeia.
o cortejo fúnebreGrupo de pessoas e veículos que acompanham um morto até ao cemitério.O cortejo fúnebre atravessou a vila em silêncio.
a viuvezEstado de quem perdeu o marido ou a mulher.Depois de anos de viuvez, voltou a casar.
a orfandadeEstado de uma criança que perdeu o pai, a mãe ou ambos.A orfandade obrigou-o a trabalhar desde muito novo.
o desamparoSituação de quem não tem ajuda nem proteção.O desamparo dos idosos isolados preocupa os assistentes sociais.
a desvaliaPerda ou falta de valor; depreciação.A desvalia dos terrenos deveu-se à construção da lixeira ao lado.
a indigênciaPobreza extrema, sem o mínimo para viver.A crise lançou muitas famílias na indigência.
a penúriaFalta grave de dinheiro ou de bens essenciais.Durante a guerra, a população viveu em grande penúria.
a misériaPobreza extrema; também situação de grande infelicidade.Muitas famílias viviam na miséria nos bairros de lata dos anos sessenta.
a opulênciaGrande riqueza e abundância, muitas vezes exibida.A opulência dos palácios contrastava com a pobreza das ruas.
a abastançaSituação de quem tem bens suficientes para viver bem.Depois de anos difíceis, a família vivia finalmente na abastança.
a farturaGrande quantidade de alimentos ou de bens.Na festa da aldeia havia comida com fartura.
o faustoLuxo e riqueza exibidos com grande aparato.O casamento real foi celebrado com enorme fausto.
a pompaAparato solene e luxuoso de uma cerimónia.O novo museu foi inaugurado com toda a pompa.
a ostentaçãoExibição exagerada de riqueza ou de qualidades para impressionar os outros.Os carros de luxo do vizinho eram pura ostentação.
a sumptuosidadeQualidade do que é muito rico, caro e magnífico.A sumptuosidade do salão de baile deixou os convidados sem palavras.
a magnificênciaGrandeza e beleza que impressionam.A magnificência do Palácio da Pena atrai milhares de visitantes.
a grandiosidadeQualidade do que é enorme e impressionante.A grandiosidade da paisagem do Douro emocionou os turistas.
a imponênciaAspeto grandioso que inspira respeito.A imponência da catedral vê-se de longe.
a majestadeGrandeza e dignidade solene; também título dado a reis e rainhas.O castelo erguia-se com majestade sobre a vila.
a solenidadeCarácter sério e formal de uma cerimónia ou de um momento.A entrega dos diplomas decorreu com grande solenidade.
a circunspeçãoPrudência e seriedade no modo de agir e de falar.O diplomata respondeu às perguntas com toda a circunspeção.
cogitarPensar em algo com atenção ou considerar uma possibilidade.Chegou a cogitar mudar-se para o estrangeiro.
matutarPensar muito numa coisa, dando-lhe voltas na cabeça.Passou a noite a matutar no que o pai lhe tinha dito.
ruminarPensar demoradamente e de forma repetida numa ideia.Continuava a ruminar a ofensa dias depois da discussão.
magicarPensar insistentemente em algo, fazendo planos ou suposições.Que estás tu a magicar com esse ar tão sério?
divagarFalar ou pensar sem seguir um tema, saltando de um assunto para outro.O professor costumava divagar e esquecia-se da matéria.
devanearDeixar a imaginação vaguear em sonhos e fantasias.Gostava de devanear a olhar para as nuvens.
deambularAndar sem destino certo, ao acaso.Passámos a tarde a deambular pelas ruas de Alfama.
vaguearAndar de um lado para o outro sem rumo.O cão perdido vagueava pela praia há dois dias.
perambularPassear sem destino, a pé.Gostávamos de perambular pelos mercados das cidades que visitávamos.
palmilharPercorrer a pé, passo a passo, uma grande distância.Os peregrinos palmilham centenas de quilómetros até Santiago.
calcorrearAndar muito a pé, percorrendo vários lugares.Tivemos de calcorrear a cidade inteira para encontrar a peça.
percorrerAndar ou passar por todo um espaço ou caminho.O comboio vai percorrer a linha do Douro em três horas.
trilharSeguir um caminho; também abrir caminho.Cada geração tem de trilhar o seu próprio caminho.
singrarNavegar à vela; em sentido figurado, ter sucesso numa atividade.Com talento e esforço, conseguiu singrar no mundo da moda.
sulcarAbrir sulcos; também navegar cortando as águas.Os navios sulcavam o oceano rumo ao Brasil.
zarparPartir de um porto, levantando a âncora.O navio deve zarpar ao amanhecer.
aportarChegar a um porto e atracar.A caravela conseguiu aportar em Lisboa depois da tempestade.
fundearPrender o barco ao fundo com a âncora.O iate vai fundear na baía para passar a noite.
naufragarAfundar-se no mar; em sentido figurado, fracassar.O barco de pesca naufragou ao largo da Nazaré.
soçobrarAfundar-se; em sentido figurado, deixar-se vencer.Apesar das dificuldades, a empresa não soçobrou.
sucumbirCeder perante uma força maior; também morrer.Acabou por sucumbir à tentação e comeu a sobremesa.
perecerMorrer, sobretudo de forma violenta ou acidental.Dezenas de pessoas pereceram no terramoto de 1755.
finar-seMorrer lentamente; acabar de vez.O velho capitão finou-se em paz, na sua casa junto ao mar.
falecerMorrer (forma mais formal e delicada).O avô faleceu no ano passado, aos noventa anos.
expirarDeitar o ar para fora dos pulmões; também terminar um prazo ou morrer.O prazo para entregar a candidatura vai expirar amanhã.
agonizarEstar perto da morte, a sofrer; também estar em decadência.O pequeno comércio do centro agoniza com a abertura do centro comercial.
fenecerMurchar e morrer; acabar aos poucos.As flores fenecem com o calor do verão.
murcharPerder a frescura e a força, como uma planta sem água.Se não regares as plantas, elas vão murchar.
estiolarEnfraquecer e perder o vigor, sobretudo por falta de luz.Sem luz natural, as plantas da cave estiolam.
florescerDeitar flores; em sentido figurado, desenvolver-se e prosperar.A cultura floresceu em Lisboa durante o século XVI.
florirCobrir-se de flores.As amendoeiras começam a florir no fim de janeiro.
desabrocharAbrir-se, como uma flor; em sentido figurado, revelar-se.O talento da jovem pianista começou a desabrochar aos doze anos.
vicejarCrescer com força e cheio de verdura.Depois das chuvas, a vegetação viceja por toda a serra.
medrarCrescer, desenvolver-se e prosperar.Neste solo pobre, nada consegue medrar.
grassarEspalhar-se rapidamente, sobretudo uma doença ou um mal.Uma epidemia de gripe grassou pela cidade no inverno passado.
recrudescerTornar-se mais intenso ou violento depois de uma pausa.Os combates recrudesceram durante a noite.
amainarPerder força, sobretudo o vento ou uma tempestade.Esperámos que o vento amainasse para sair com o barco.
serenarFicar calmo ou tranquilo; acalmar.Depois do susto, foi preciso serenar as crianças.
apaziguarAcalmar uma pessoa ou um conflito, restabelecendo a paz.O mediador tentou apaziguar os ânimos entre os vizinhos.
aplacarDiminuir a força de algo, como a fome, a raiva ou a dor.Bebeu um copo de água para aplacar a sede.
esbaterTornar menos nítido ou menos intenso, sobretudo cores ou contornos.O pintor usou um pincel seco para esbater os contornos.
esbater-sePerder nitidez ou intensidade aos poucos.Com o tempo, as diferenças entre os dois irmãos esbateram-se.
diluirMisturar com um líquido para tornar menos concentrado.É preciso diluir o xarope em água antes de o beber.
dissiparFazer desaparecer, espalhando; também gastar sem cuidado.O sol da manhã dissipou o nevoeiro.
dissipar-seDesaparecer aos poucos, espalhando-se.As dúvidas dissiparam-se quando vimos os resultados.
desvanecerFazer desaparecer aos poucos; também envaidecer.O tempo acabou por desvanecer a mágoa.
desvanecer-seDesaparecer lentamente, perdendo intensidade.O som dos sinos desvaneceu-se ao longe.
esvair-sePerder as forças ou o sangue aos poucos; desaparecer.O ferido estava a esvair-se em sangue quando a ambulância chegou.
evaporar-sePassar de líquido a vapor; em sentido figurado, desaparecer de repente.O dinheiro do prémio evaporou-se em poucas semanas.
eclipsarEsconder um astro; em sentido figurado, fazer perder a importância.O novo avançado eclipsou todos os colegas da equipa.
ofuscarImpedir de ver com uma luz forte; também tirar o brilho a alguém.Os faróis do camião ofuscaram o condutor.
obnubilarTornar o pensamento confuso; impedir de raciocinar com clareza.A raiva pode obnubilar o juízo de qualquer pessoa.
toldarCobrir ou escurecer; também perturbar o raciocínio.As nuvens começaram a toldar o céu de verão.
turvarTornar menos transparente ou menos claro.A chuva forte costuma turvar a água do rio.
ensombrarCobrir de sombra; em sentido figurado, entristecer ou estragar.A morte do avô ensombrou as festas de Natal.
anuviarCobrir de nuvens; em sentido figurado, entristecer.A notícia anuviou o rosto da mãe.
enegrecerTornar negro ou escuro.O fumo das velas enegreceu o teto da capela.
denegrirManchar a reputação de alguém com críticas ou mentiras.O artigo tentava denegrir a imagem da candidata.
macularSujar ou manchar, sobretudo a honra ou a reputação.O escândalo veio macular uma carreira exemplar.
conspurcarSujar ou manchar de forma grave e desonrosa.Os vândalos conspurcaram a fachada do monumento com tinta.
aviltarTornar desprezível, humilhar ou baixar o valor de algo.Aceitar aquele salário seria aviltar a profissão.
vilipendiarTratar com desprezo e insultos.O treinador foi vilipendiado nas redes sociais depois da derrota.
achincalharRidicularizar e humilhar alguém publicamente.Os colegas não paravam de achincalhar o novo aluno.
enxovalharOfender, humilhar ou sujar a reputação de alguém.O comentador enxovalhou o árbitro num texto cheio de insultos.
vexarEnvergonhar ou humilhar alguém.Não quis vexar o funcionário à frente dos clientes.
humilharFazer alguém sentir-se inferior ou envergonhado.O treinador nunca deve humilhar os jogadores em público.
espezinharPisar repetidamente; em sentido figurado, tratar com desprezo.Os chefes autoritários costumam espezinhar os subordinados.
calcarPisar com força; também apertar para baixo.Tens de calcar bem a terra à volta da planta.
pisarPôr os pés em cima de algo.É proibido pisar a relva do jardim.
esmagarApertar com força até deformar ou desfazer.Usa um garfo para esmagar as batatas cozidas.
aniquilarDestruir por completo; reduzir a nada.O exército inimigo foi aniquilado em poucos dias.
dizimarMatar ou destruir uma grande parte de um grupo.Uma doença dizimou os castanheiros da região.
exterminarDestruir ou matar completamente.A empresa contratada conseguiu exterminar as baratas do restaurante.
erradicarEliminar completamente, desde a raiz.A vacinação permitiu erradicar a varíola.
extirparArrancar pela raiz; também retirar por cirurgia.O cirurgião teve de extirpar o tumor.
debelarVencer e eliminar um mal, como uma doença ou um incêndio.Os bombeiros levaram horas a debelar o incêndio.
sufocarImpedir de respirar; também reprimir com força.O calor no metro era de sufocar.
asfixiarImpedir a respiração; também oprimir até paralisar.Os impostos estão a asfixiar as pequenas empresas.
estrangularApertar o pescoço até impedir a respiração; também bloquear.As obras vão estrangular o trânsito no centro durante meses.
cercearCortar rente; em sentido figurado, limitar ou restringir.A nova lei pode cercear a liberdade de imprensa.
tolherImpedir ou dificultar o movimento ou a ação.O medo tolhia os movimentos da criança.
manietarAtar as mãos; em sentido figurado, tirar a liberdade de ação.O regulamento acabou por manietar a direção da escola.
agrilhoarPrender com grilhões ou correntes; também oprimir.As dívidas agrilhoaram a família durante anos.
acorrentarPrender com correntes.É proibido acorrentar os cães durante todo o dia.
libertar-seFicar livre de algo que prendia ou incomodava.Finalmente conseguiu libertar-se das dívidas.
emanciparTornar livre ou independente de uma autoridade.A lei de 1869 veio emancipar os escravos das colónias portuguesas.
emancipar-seTornar-se independente, sobretudo dos pais ou de uma autoridade.Aos dezoito anos, quis emancipar-se e ir viver sozinho.
alforriarDar a liberdade a um escravo.O fazendeiro decidiu alforriar todos os escravos antes de morrer.
redimirLivrar de uma culpa ou de uma situação má; compensar.Uma boa exibição pode redimir o jogador do erro anterior.
redimir-seCompensar um erro, recuperando a confiança perdida.Depois do falhanço, o avançado redimiu-se com dois golos.
expiarSofrer castigo ou fazer sacrifícios para pagar uma culpa.Passou anos a expiar o erro que cometera na juventude.
purgarLimpar, eliminando o que é mau ou impuro.O novo diretor quis purgar a empresa dos vícios antigos.
penitenciar-seReconhecer publicamente um erro e mostrar arrependimento.O diretor do hospital penitenciou-se pela demora nas consultas.
compungirCausar dor moral profunda; comover.O relato da viúva compungiu toda a audiência.
condoer-seSentir pena do sofrimento de alguém.É impossível não se condoer com a situação daquelas crianças.
apiedar-seTer piedade de alguém.O guarda apiedou-se do rapaz e deixou-o entrar.
compadecer-seSentir compaixão pelo sofrimento de alguém.A vizinha compadeceu-se da velhota e passou a fazer-lhe as compras.
enternecerProvocar ternura e emoção.A carta do neto conseguiu enternecer o avô.
enternecer-seSentir-se tocado pela ternura.A avó enterneceu-se ao ver o desenho do neto.
comover-seSentir uma emoção forte, muitas vezes até às lágrimas.O público comoveu-se com o discurso do velho ator.
sensibilizar-seFicar tocado ou consciente perante uma situação.Muitos jovens sensibilizam-se com a causa ambiental.
embevecerEncantar alguém de tal forma que esquece o resto.A voz da fadista conseguia embevecer qualquer plateia.
extasiarProvocar admiração e encanto extremos.A vista do miradouro extasiou os turistas.
inebriarEmbriagar; em sentido figurado, encantar e entusiasmar muito.O perfume das laranjeiras inebriava quem passava.
embriagarDeixar alguém bêbado; também exaltar.Uma só taça de vinho basta para o embriagar.
entorpecerTirar a sensibilidade ou a energia; tornar lento.O frio começou a entorpecer os dedos dos alpinistas.
adormecerComeçar a dormir; também fazer dormir.O bebé costuma adormecer ao colo da mãe.
despertarAcordar; em sentido figurado, fazer nascer um sentimento ou interesse.O documentário conseguiu despertar o interesse dos alunos pela astronomia.
alvorecerComeçar o dia; em sentido figurado, começar a surgir.Partimos antes de alvorecer, com as estrelas ainda no céu.
amanhecerComeçar a nascer o dia.No verão, começa a amanhecer antes das seis.
anoitecerChegar a noite; ficar escuro.No inverno, começa a anoitecer muito cedo.
entardecerChegar o fim da tarde.Ficámos na esplanada até entardecer.
escurecerFicar escuro ou tornar escuro.As nuvens fizeram escurecer o céu de repente.
clarearFicar claro; também tornar mais compreensível.Quando o céu começou a clarear, saímos da tenda.
cintilarBrilhar de forma trémula, como as estrelas.As luzes da cidade cintilavam ao longe.
tremeluzirBrilhar com luz fraca e instável.A vela tremeluzia com a corrente de ar.
bruxulearBrilhar com luz fraca e vacilante, prestes a apagar-se.A lamparina bruxuleava no canto da cozinha.
fulgurarBrilhar intensamente, como um relâmpago; destacar-se.O jovem talento fulgurou na final do campeonato.
resplandecerBrilhar com muita intensidade.O mar resplandecia ao sol do meio-dia.
refulgirBrilhar muito, refletindo a luz.As joias da coroa refulgiam na vitrina.
luzirDar luz; brilhar.Os pirilampos luziam na escuridão do jardim.
reluzirBrilhar, refletindo a luz.Nem tudo o que reluz é ouro.
faiscarLançar faíscas; também brilhar intensamente.Os olhos dela faiscavam de raiva.
crepitarFazer pequenos estalos, como a lenha a arder.A lenha crepitava na lareira.
arderEstar a queimar com chama; também sentir ardor.O pinhal esteve a arder durante dois dias.
abrasarQueimar com calor intenso; também inflamar de paixão.O sol de agosto abrasa os campos do Alentejo.
calcinarQueimar até reduzir a cinza ou a carvão.O incêndio calcinou dezenas de casas.
chamuscarQueimar ligeiramente à superfície.Ao acender o fogão, chamusquei as sobrancelhas.
tostarQueimar ligeiramente até ficar dourado.Gosto de tostar o pão antes de pôr a manteiga.
crestarQueimar levemente à superfície; secar com o calor.A geada crestou as folhas das videiras.
ressequirSecar demasiado, perdendo toda a humidade.O vento quente ressequiu a terra.
mirrarSecar e encolher, perdendo a frescura.As uvas começaram a mirrar na videira.
gotejarCair gota a gota.A torneira não para de gotejar durante a noite.
escorrerCorrer um líquido devagar; também deixar sair o líquido.Deixa escorrer a massa antes de a servir.
jorrarSair com força e em grande quantidade, como um líquido.A água jorrava do cano rebentado e inundava a rua.
brotarNascer ou sair da terra; também surgir de repente.Com a primavera, começam a brotar as primeiras folhas.
manarCorrer de forma contínua e abundante, como a água de uma fonte.Desta fonte mana água fresca durante todo o ano.
borbulharFormar bolhas, como um líquido a ferver.Quando a sopa começar a borbulhar, baixa o lume.
ciciarFalar muito baixinho; também fazer um som leve, como o vento nas folhas.O vento ciciava entre os pinheiros.
rumorejarProduzir um som suave e contínuo, como a água ou as folhas.O riacho rumorejava junto à casa de campo.
trovejarFazer trovões; em sentido figurado, falar com voz muito forte.Começou a trovejar e as crianças correram para dentro.
ribombarFazer um estrondo forte e prolongado, como o trovão.Os trovões ribombavam por cima da serra.
retumbarFazer um som forte que ecoa.O aplauso retumbou por toda a sala de espetáculos.
ecoarRepetir-se um som por reflexão; também ter grande repercussão.As vozes das crianças ecoavam no pátio vazio.
ressoarSoar com força, prolongando-se no espaço.A voz do tenor ressoava na igreja antiga.
reverberarRefletir luz, calor ou som.O calor reverberava no alcatrão da estrada.
vibrarTremer com movimentos rápidos; também sentir uma emoção forte.O telemóvel vibrou em cima da mesa durante a reunião.
estremecerTremer de repente, por medo, frio ou choque.A casa toda estremeceu com a explosão.
estrebucharAgitar-se com movimentos bruscos e convulsivos.O peixe estrebuchava no fundo do barco.
contorcer-seTorcer o corpo, sobretudo com dor.O jogador contorcia-se no relvado depois da entrada violenta.
retorcerTorcer de novo ou muitas vezes.Tens de retorcer bem a roupa antes de a estender.
torcerRodar uma parte do corpo de forma forçada; também apoiar uma equipa.Ontem torci o pé ao descer as escadas.
vergarDobrar sob um peso; em sentido figurado, ceder.Os ramos da laranjeira vergavam com o peso da fruta.
curvar-seInclinar o corpo para a frente, por respeito ou cansaço.O pianista curvou-se perante os aplausos do público.
prostrar-seDeitar-se no chão em sinal de respeito ou de submissão; ficar sem forças.No quadro, os súbditos prostraram-se diante do imperador.
ajoelharPôr-se de joelhos.O noivo ajoelhou e mostrou o anel.
venerarTer um respeito profundo e grande admiração por alguém ou algo.Os adeptos veneram o antigo capitão da equipa.
reverenciarMostrar profundo respeito por alguém ou algo.A cerimónia serviu para reverenciar os bombeiros que morreram no incêndio.
idolatrarAdmirar alguém de forma exagerada, como se fosse um deus.Os fãs idolatram a cantora e seguem-na por todo o lado.
santificarTornar sagrado; também dedicar um dia ao descanso religioso.Nas aldeias, a tradição mandava santificar o domingo, sem trabalhar nos campos.
profanarTratar sem respeito algo considerado sagrado.Os vândalos profanaram várias sepulturas do cemitério.
sacrificarRenunciar a algo importante em favor de outra coisa ou de alguém.Teve de sacrificar as férias para acabar o projeto.
imolarMatar uma vítima como oferta a uma divindade; sacrificar.Nos rituais antigos, os sacerdotes imolavam animais aos deuses.
oferendarDar algo como oferta a uma divindade.Os povos antigos oferendavam frutos e flores aos deuses das colheitas.
abjurarRenunciar publicamente a uma crença ou opinião.Galileu abjurou as suas teses perante o tribunal.
renegarRejeitar ou negar algo ou alguém a que se estava ligado.Nunca quis renegar as suas origens humildes.
apostatarAbandonar publicamente uma religião ou uma doutrina.No romance, o jovem padre apostatou e partiu para o Brasil.
blasfemarDizer palavras ofensivas sobre o que é sagrado; insultar.O velho marinheiro blasfemava contra o mar sempre que perdia as redes.
praguejarDizer palavrões ou rogar pragas, sobretudo com raiva.O condutor praguejou quando o carro avariou outra vez.
imprecarDesejar mal a alguém com palavras; amaldiçoar.A personagem imprecava contra o destino que a fizera sofrer.
esconjurarAfastar algo mau com palavras ou gestos; amaldiçoar.Batia três vezes na madeira para esconjurar o azar.
exorcizarExpulsar demónios; em sentido figurado, libertar-se de algo que perturba.Escrever o livro ajudou-o a exorcizar os fantasmas da infância.
agourarPrever ou anunciar algo mau.O céu carregado agourava uma noite de tempestade.
pressagiarAnunciar ou prever o que vai acontecer, por sinais.O silêncio dos pássaros pressagiava a chegada da trovoada.
profetizarAnunciar o futuro como se o soubesse.O treinador profetizou a vitória e acertou.
predizerDizer antecipadamente o que vai acontecer.É impossível predizer o tempo com exatidão para daqui a um mês.
inefávelQue não se pode exprimir por palavras, de tão belo ou intenso.Sentiu uma alegria inefável ao segurar o filho pela primeira vez.
indizívelQue não se consegue dizer ou descrever.O sofrimento dos refugiados era indizível.
inenarrávelTão extraordinário ou horrível que não se pode contar.A confusão no aeroporto foi inenarrável.
indescritívelQue não se pode descrever com palavras.A vista do alto da montanha era indescritível.
inexprimívelImpossível de exprimir ou de traduzir em palavras.Havia nos seus olhos uma tristeza inexprimível.
insondávelTão profundo ou misterioso que não se consegue compreender.O mistério do universo continua insondável.
inescrutávelQue não se consegue perceber ou adivinhar.O rosto do jogador de póquer era inescrutável.
impenetrávelQue não se consegue atravessar; também difícil de compreender.A floresta era tão impenetrável que tivemos de voltar para trás.
herméticoFechado de forma a não deixar entrar ar; também muito difícil de compreender.Guardou o café num frasco hermético para não perder o aroma.
crípticoEscrito de forma obscura, difícil de decifrar.Deixou-me mensagens crípticas que não consegui interpretar.
enigmáticoMisterioso e difícil de compreender.A Mona Lisa tem um sorriso enigmático.
arcanoMuito secreto e misterioso, conhecido apenas por poucos.Os alquimistas guardavam segredos arcanos sobre a transformação dos metais.
esotéricoReservado a um pequeno grupo de iniciados; difícil de entender para os outros.A livraria tem uma secção esotérica com livros de astrologia.
recônditoMuito escondido e afastado.Explorou os cantos mais recônditos da biblioteca.
abstrusoMuito difícil de compreender, por ser confuso.A explicação do professor foi tão abstrusa que ninguém percebeu.
obscuroPouco claro ou pouco conhecido.O poeta nasceu numa família obscura do interior.
nebulosoCoberto de nuvens; também pouco claro ou vago.A origem da fortuna dele continua nebulosa.
difusoEspalhado e pouco definido; sem limites nítidos.A luz difusa do candeeiro criava um ambiente tranquilo.
ténueMuito fino, fraco ou delicado.Ainda havia uma ténue esperança de encontrar sobreviventes.
evanescenteQue desaparece pouco a pouco; muito passageiro.O perfume deixou no ar um rasto evanescente.
fugazQue passa muito depressa.Foi um encontro fugaz, mas nunca o esqueceu.
fugidioQue foge ou que evita ser apanhado; difícil de fixar.O gato tinha um olhar fugidio e desconfiado.
volátilQue se evapora facilmente; também instável e que muda depressa.Os mercados financeiros estão muito voláteis este mês.
etéreoLeve, delicado e quase irreal.A bailarina parecia uma figura etérea em palco.
diáfanoTão fino que deixa passar a luz.Usava um vestido de tecido diáfano e leve.
translúcidoQue deixa passar a luz, mas não deixa ver com nitidez.A casa de banho tem um vidro translúcido na janela.
opacoQue não deixa passar a luz.Coloca a planta atrás de um cortinado opaco.
baçoSem brilho; pouco luminoso.Com os anos, o espelho ficou baço.
foscoSem brilho; mate.Preferimos um acabamento fosco para as paredes da sala.
lúgubreMuito triste e escuro, que lembra a morte.O casarão abandonado tinha um aspeto lúgubre.
soturnoTriste, silencioso e sombrio.A personagem principal é uma figura soturna e calada.
sombrioCom pouca luz; também triste ou preocupante.O relatório traça um cenário sombrio para a economia.
tétricoQue inspira horror e tristeza.A cave tinha uma atmosfera tétrica que assustava as crianças.
macabroQue tem a ver com a morte de forma assustadora.O filme tem um humor macabro que nem todos apreciam.
fúnebreRelacionado com a morte e os funerais; muito triste.A banda tocou uma marcha fúnebre durante a cerimónia.
funestoQue causa desgraça ou morte.A decisão de navegar naquela noite foi funesta.
nefastoQue provoca danos graves ou consequências muito negativas.O tabaco tem consequências nefastas para a saúde.
aziagoQue traz azar; de mau agouro.Muita gente acha que sexta-feira 13 é um dia aziago.
agoirentoQue anuncia desgraças; de mau presságio.O pio agoirento da coruja assustava os aldeões.
sinistroQue assusta e faz pensar em algo mau.Um homem de ar sinistro seguia-nos pela rua.
ominosoQue anuncia algo mau; ameaçador.Um silêncio ominoso instalou-se na sala.
ameaçadorQue parece prestes a causar mal ou perigo.Nuvens ameaçadoras aproximavam-se da costa.
temívelQue causa medo ou que deve ser temido.Os piratas eram adversários temíveis.
tremendoMuito grande ou muito intenso; também assustador.Apanhámos uma tremenda tempestade a meio da viagem.
pavorosoQue causa pavor; horrível.O acidente foi pavoroso e deixou muitos feridos.
horrendoMuito feio ou horrível.Para o Carnaval, comprou uma máscara de monstro horrenda.
hediondoExtremamente repugnante e cruel, sobretudo um crime.O assassinato foi considerado um crime hediondo.
abominávelQue provoca horror e repulsa; detestável.O tratamento dado aos animais naquela quinta era abominável.
execrávelTão mau que merece ser condenado com veemência.Bater numa criança é um ato execrável.
ignóbilDesprezível e sem dignidade.Mentir à avó para lhe tirar dinheiro foi ignóbil.
abjetoQue provoca desprezo e nojo moral.O vilão é um ser abjeto que trai todos os amigos.
vilBaixo, desprezível e sem honra.Enganar os idosos é uma ação vil.
torpeMoralmente indigno e repugnante.Usou um argumento torpe para justificar a fraude.
sórdidoSujo ou moralmente repugnante.O escândalo revelou uma história sórdida de corrupção.
infameQue tem má fama; muito vergonhoso.A traição infame do conselheiro custou o trono ao rei.
iníquoMuito injusto e contrário à equidade.A lei foi considerada iníqua pelos juristas.
perversoQue gosta de fazer o mal; também que produz o contrário do que se pretendia.A medida teve efeitos perversos e aumentou o desemprego.
pérfidoTraiçoeiro e desleal.O conselheiro pérfido vendeu os segredos ao inimigo.
traiçoeiroQue trai; também perigoso de forma escondida.O mar nesta praia é traiçoeiro por causa das correntes.
dissimuladoQue esconde as verdadeiras intenções.Era um rapaz dissimulado, que sorria a todos mas não confiava em ninguém.
ardilosoQue usa artimanhas e enganos para conseguir o que quer.O vendedor ardiloso conseguiu enganar metade da aldeia.
matreiroEsperto e manhoso, difícil de enganar.A raposa matreira conseguiu fugir do galinheiro.
manhosoQue usa manhas para conseguir o que quer.O miúdo é manhoso: chora sempre que quer um gelado.
ladinoEsperto e astuto.O jovem aprendiz era ladino e aprendia tudo num instante.
sagazQue percebe as coisas com rapidez e inteligência.A inspetora, muito sagaz, descobriu logo o culpado.
perspicazQue tem capacidade para perceber o que não é evidente.Os comentários perspicazes do crítico ajudaram-me a ver o filme de outra forma.
argutoQue tem raciocínio rápido e subtil.Fez uma pergunta arguta que deixou o orador sem resposta.
subtilDelicado e difícil de perceber; também inteligente e fino.Há uma diferença subtil entre as duas palavras.
apuradoMuito desenvolvido e refinado, como um sentido ou o gosto.Os cozinheiros têm um paladar apurado.
requintadoMuito elegante e de excelente gosto.Jantámos num restaurante requintado com vista para o rio.
refinadoElegante e culto; também purificado.Tinha um gosto refinado em literatura e música.
primorosoFeito com perfeição e grande cuidado.O bordado da toalha é um trabalho primoroso.
esmeradoFeito com muito cuidado e atenção aos pormenores.O restaurante destaca-se pelo serviço esmerado.
lapidarConciso, perfeito e digno de ficar gravado.O professor resumiu a questão numa frase lapidar.
concisoQue diz muito em poucas palavras.Escreva uma resposta concisa de no máximo cem palavras.
lacónicoQue usa muito poucas palavras.A resposta lacónica do diretor deixou os jornalistas frustrados.
sucintoBreve e resumido.Fez um resumo sucinto da reunião para os colegas ausentes.
sintéticoResumido; também produzido artificialmente.Este manual é muito sintético e vai direto ao essencial.
prolixoQue fala ou escreve de forma demasiado longa.O relatório era tão prolixo que ninguém o leu até ao fim.
verbosoQue usa palavras a mais.A escrita verbosa do autor cansa o leitor.
palavrosoQue fala muito sem dizer nada de importante.O discurso palavroso do convidado aborreceu a plateia.
loquazQue fala muito e com facilidade.O taxista era loquaz e contou-nos a vida inteira.
facundoQue fala com facilidade e elegância.A oradora facunda prendeu a atenção de todos.
eloquenteQue fala de forma convincente; também muito expressivo.O silêncio dele foi mais eloquente do que qualquer resposta.
grandiloquenteQue usa linguagem pomposa e exagerada.O discurso grandiloquente do autarca soou falso aos ouvidos dos vizinhos.
empoladoExageradamente pomposo e artificial no estilo.O texto tem um estilo empolado que dificulta a leitura.
rebuscadoExcessivamente complicado e trabalhado.Usou uma linguagem tão rebuscada que ninguém percebeu a mensagem.
afetadoPouco natural, artificial nos gestos ou na maneira de falar.Tinha um sotaque afetado que irritava os colegas.
maneiristaDo maneirismo; também afetado e pouco natural.A pintura maneirista alonga as figuras de forma estranha.
barrocoDo estilo barroco; também muito carregado de ornamentos.A igreja tem uma talha barroca coberta de ouro.
gongóricoExcessivamente rebuscado e obscuro, como o estilo do poeta Góngora.O estilo gongórico do poema exige várias leituras.
ornamentadoCheio de enfeites e decorações.O teto ornamentado do palácio é uma obra-prima.
despojadoSimples, sem enfeites nem elementos supérfluos.O quarto tinha um estilo despojado, com uma cama e uma cadeira.
ascéticoAustero, que renuncia aos prazeres e ao conforto.Levava uma vida ascética numa cabana nas montanhas.
frugalSimples e moderado, sobretudo na comida.Fizemos uma refeição frugal de pão, queijo e fruta.
parcimoniosoQue gasta com moderação e cuidado.O tesoureiro é muito parcimonioso com o dinheiro da associação.
temperanteQue é moderado nos prazeres e nos hábitos.O médico aconselhou-o a ser temperante à mesa.
abstémioQue não bebe bebidas alcoólicas.A Rita é abstémia e brindou com sumo de laranja.
ébrioQue está bêbado.O condutor ébrio foi detido pela polícia.
inebrianteQue embriaga; também que provoca grande encanto.O perfume inebriante das flores enchia o jardim.
embriagadorQue deixa as pessoas bêbadas ou extasiadas.O cheiro embriagador das tílias anunciava o verão.
voluptuosoQue dá ou procura prazer aos sentidos.A cantora tinha uma voz voluptuosa e grave.
lascivoQue mostra desejo sensual de forma insistente.O vilão da novela lança olhares lascivos a todas as personagens.
libidinosoRelacionado com o desejo sexual.O código penal pune o comportamento libidinoso em espaços públicos.
pudicoQue tem pudor; que se envergonha facilmente.A personagem pudica cora sempre que alguém a elogia.
recatadoModesto e discreto no comportamento.A rapariga recatada evitava as festas da vila.
castoPuro e sem desejo sexual.O cavaleiro casto dos romances medievais procurava o Graal.
virginalPuro, intacto, que ainda não foi tocado.A neve virginal cobria a serra de manhã.
imaculadoSem qualquer mancha ou defeito; perfeitamente limpo ou puro.A toalha imaculada cobria a mesa do banquete.
impolutoQue não está sujo nem corrompido; moralmente irrepreensível.O juiz tinha um percurso impoluto de quarenta anos.
incorruptívelQue não se deixa subornar nem desviar dos seus princípios.Era um fiscal incorruptível, que nunca aceitou presentes.
íntegroHonesto e reto em todas as situações.A presidente da associação é uma pessoa íntegra e respeitada.
proboHonrado e honesto, sobretudo na gestão de bens públicos.Precisamos de um tesoureiro probo para gerir as contas do clube.
idóneoAdequado e capaz; também que merece confiança.A empresa procura uma pessoa idónea para o cargo de contabilista.
venerávelDigno de grande respeito, sobretudo pela idade ou pela sabedoria.O venerável professor recebeu uma homenagem dos antigos alunos.
respeitávelQue merece respeito; também bastante grande.Reuniram uma quantia respeitável para a obra da escola.
augustoQue inspira respeito e veneração; majestoso.A augusta assembleia levantou-se para receber a rainha.
excelsoMuito elevado e excelente.A obra excelsa do compositor foi tocada no concerto de encerramento.
sublimeDe uma beleza ou qualidade extraordinária.A interpretação da pianista foi simplesmente sublime.
insigneNotável e muito distinto pelos seus méritos.O insigne cientista recebeu o doutoramento honoris causa.
ilustreCélebre e muito respeitado pelos seus méritos.A cidade recebeu a visita de um ilustre escritor.
egrégioDistinto e notável, acima dos outros.A egrégia figura do historiador marcou a universidade.
eminenteQue se destaca pela importância ou pelo valor.Um eminente cardiologista foi chamado para operar o doente.
proeminenteQue sobressai fisicamente; também que tem destaque.O ator tinha umas maçãs do rosto proeminentes.
conspícuoQue se vê facilmente; que chama a atenção.A falta do ministro na cerimónia foi conspícua.
genuínoVerdadeiro e autêntico, sem imitação.Sentiu uma alegria genuína ao rever os amigos.
autênticoVerdadeiro, original; não falso.Esta assinatura é autêntica, garantiu o perito.
espúrioFalso, ilegítimo ou sem fundamento.O debate foi desviado por argumentos espúrios.
apócrifoDe autoria duvidosa ou falsamente atribuída a alguém.Esta carta atribuída a Camões é apócrifa.
fidedignoQue merece confiança; credível.A notícia foi confirmada por fontes fidedignas.
verídicoVerdadeiro; que corresponde aos factos.O filme baseia-se numa história verídica.
fictícioQue não é real; inventado.A personagem é fictícia, mas o contexto histórico é real.
quiméricoFantasioso e impossível de realizar.Os planos quiméricos do sobrinho nunca saíram do papel.
utópicoIdeal, mas impossível de realizar.Uma sociedade sem conflitos é uma ideia utópica.
ilusórioQue engana, porque parece real mas não é.A segurança que o muro dava era ilusória.
fantasiosoCheio de fantasia; pouco realista.Contou uma versão fantasiosa do que aconteceu na viagem.
oníricoPróprio dos sonhos.O filme tem um ambiente onírico e misterioso.
idílicoCalmo, belo e perfeito, como um sonho.Passámos as férias numa aldeia idílica junto ao rio.
bucólicoQue lembra a vida tranquila do campo.A pintura mostra uma cena bucólica com pastores e ovelhas.
pastorilRelacionado com pastores e com a vida do campo.A poesia pastoril idealiza a vida dos pastores.
campestreDo campo; rural.Fizemos um piquenique num ambiente campestre.
agresteSelvagem e rude, sem cultivo; também áspero.A paisagem agreste de Trás-os-Montes impressiona os visitantes.
inóspitoDifícil de habitar por ser hostil ou desconfortável.O deserto é uma região inóspita para quem não está preparado.
ermoDeserto, sem gente, isolado.Caminhámos horas por um caminho ermo sem ver ninguém.
desabitadoSem habitantes.A ilha ficou desabitada depois do último farol ser automatizado.
desoladoMuito triste e abatido; também vazio e destruído.A família ficou desolada com a notícia.
áridoMuito seco, com pouca chuva; também aborrecido.O sul de Espanha tem zonas muito áridas.
fértilQue produz muito; também cheio de ideias.As margens do rio têm terrenos muito férteis.
viçosoCheio de vigor e de frescura, sobretudo plantas.As alfaces da horta estão viçosas depois da chuva.
luxurianteQue cresce com abundância e vigor.A vegetação luxuriante da Madeira encanta os turistas.
exuberanteAbundante e cheio de vida; também muito expansivo.A atriz tem uma personalidade exuberante e divertida.
frondosoCom muitas folhas e ramos.Sentámo-nos à sombra de uma árvore frondosa.
umbrosoQue tem ou faz muita sombra.Descansámos num bosque umbroso junto ao ribeiro.
sombreadoCoberto de sombra.Estacionei o carro numa rua sombreada para não aquecer.
soalheiroExposto ao sol; com muito sol.O quarto é soalheiro e quente durante todo o dia.
estivalRelacionado com o verão.As temperaturas estivais chegaram mais cedo este ano.
outonalRelacionado com o outono.As cores outonais dos castanheiros encantam os fotógrafos.
invernalRelacionado com o inverno; muito frio.Um frio invernal entrou pela janela aberta.
primaverilRelacionado com a primavera.Estava uma manhã primaveril, cheia de flores e de pássaros.
matinalRelacionado com a manhã.Os passeios matinais fazem bem à saúde.
vespertinoRelacionado com a tarde ou o fim do dia.A sessão vespertina do cinema começa às seis.
noturnoQue acontece durante a noite; também que vive de noite.A coruja é uma ave noturna.
crepuscularRelacionado com o crepúsculo; também em declínio.A luz crepuscular dava ao rio uma cor dourada.
argênteoCom a cor ou o brilho da prata.A lua deixava uma luz argêntea sobre o mar.
áureoCom a cor do ouro; também glorioso e próspero.Os anos áureos do clube foram nos anos sessenta.
níveoBranco como a neve.A noiva tinha uma pele nívea e olhos escuros.
purpúreoDe cor vermelho-escura, entre o vermelho e o roxo.O céu ficou purpúreo ao pôr do sol.
rubroVermelho intenso; também muito corado.Ficou rubro de vergonha quando todos olharam para ele.
escarlateVermelho vivo e brilhante.Vestia um casaco escarlate que se via de longe.
carmesimVermelho muito intenso e escuro.Os lábios carmesim da atriz destacavam-se no grande plano.
anilAzul-escuro, da cor do índigo.O céu anil de agosto não tinha uma nuvem.
glaucoVerde-azulado, da cor da água do mar.Tinha uns olhos glaucos que mudavam com a luz.
esverdeadoQue tem um tom parecido com o verde.A água do lago tinha uma cor esverdeada.
plúmbeoDa cor do chumbo; cinzento e pesado.Um céu plúmbeo anunciava chuva.
pardoDe cor escura, entre o castanho e o cinzento.A coruja parda confunde-se com o tronco das árvores.
grisalhoCom cabelos brancos misturados com os escuros.O professor tinha o cabelo grisalho e uns óculos redondos.
alvoMuito branco e limpo.A roupa alva secava ao sol no quintal.
cândidoInocente e ingénuo; também muito branco.Fez a pergunta com uma expressão cândida que fez rir os adultos.
destarteUsado em textos formais com o sentido de "desta maneira" ou "assim".Os prazos foram cumpridos; destarte, o projeto pôde avançar.
outrossimUsado em textos formais e jurídicos com o sentido de "igualmente" ou "também".Declara, outrossim, que não tem dívidas ao Estado.
malgradoUsado com o sentido de "apesar de"; indica oposição.Malgrado o mau tempo, o jogo realizou-se.
ademaisUsado para acrescentar um argumento: "além disso".A casa é barata e, ademais, fica perto da praia.
de per siUsado para dizer "por si só, sem mais nada", "isoladamente".Cada um destes fatores, de per si, não explica a crise.
per siExpressão latina usada para dizer "por si mesmo", "em si".O dinheiro per si não traz felicidade.
ipso factoExpressão latina que significa "por esse mesmo facto", "automaticamente".Quem falta ao exame fica, ipso facto, reprovado.
grosso modoExpressão latina que significa "de forma aproximada", "em linhas gerais".Grosso modo, metade dos alunos vem de fora da cidade.
in extremisExpressão latina que significa "no último momento", "à beira do fim".A equipa salvou-se da descida in extremis, no último jogo.
sine qua nonExpressão latina usada para algo indispensável: "sem a qual não".Falar inglês é condição sine qua non para este emprego.
stricto sensuExpressão latina que significa "em sentido estrito", "rigorosamente falando".O tomate, stricto sensu, é um fruto e não um legume.
lato sensuExpressão latina que significa "em sentido amplo", "de modo geral".A cultura, lato sensu, inclui hábitos, crenças e costumes.
ad hocExpressão latina que significa "para este fim específico".Foi criada uma comissão ad hoc para organizar as comemorações.
a contrarioExpressão latina usada num raciocínio pelo contrário: "pelo argumento oposto".Se a lei proíbe fumar no interior, a contrario permite fumar na esplanada.
mutatis mutandisExpressão latina que significa "mudando o que deve ser mudado".O que vale para os alunos vale, mutatis mutandis, para os professores.
de jureExpressão latina que significa "segundo a lei", por oposição a "de facto".O território era independente de jure, mas não de facto.
vice-versaUsado para dizer "ao contrário", "trocando a ordem".Ele ajuda-a nos estudos e vice-versa.
mau gradoUsado com o sentido de "apesar de", "contra a vontade de".Mau grado a chuva, a festa da aldeia realizou-se.
não raroUsado para dizer "muitas vezes", "com frequência".Não raro, os turistas perdem-se nas ruelas de Alfama.
quando nãoUsado para acrescentar uma possibilidade mais forte: "ou até mesmo".As obras atrasam meses, quando não anos.
senão quandoExpressão literária que introduz algo súbito: "de repente".Estávamos a jantar, senão quando falhou a luz em toda a rua.
eis queExpressão usada para introduzir um acontecimento inesperado.Estava tudo calmo, eis que surge um cão a correr pela sala.
eisUsado para apresentar ou mostrar algo: "aqui está".Eis o relatório que me pediu.
com efeitoUsado para confirmar o que se disse: "de facto", "na verdade".Disseram que ia chover e, com efeito, choveu toda a tarde.
ou antesUsado para corrigir ou precisar o que se acabou de dizer: "melhor dizendo".Ele é meu primo, ou antes, primo da minha mulher.
a outorgaAto de conceder algo de forma oficial, sobretudo num contrato ou documento.A outorga da escritura está marcada para sexta-feira.
o outorgantePessoa que assina ou concede algo num contrato ou documento oficial.Cada outorgante deve apresentar o cartão de cidadão no notário.
o usufrutoDireito de usar e de receber os rendimentos de um bem que pertence a outra pessoa.A viúva ficou com o usufruto da casa até ao fim da vida.
o usufrutuárioPessoa que tem o direito de usar um bem alheio e de ficar com os rendimentos.O usufrutuário pode viver na casa, mas não a pode vender.
o comodatoEmpréstimo gratuito de um bem que deve ser devolvido.A câmara cedeu o edifício à associação em regime de comodato.
a escrituraDocumento oficial feito no notário que regista um contrato, como uma compra de casa.Assinámos a escritura da casa na semana passada.
o cartórioEscritório onde se registam e guardam documentos oficiais.Fomos ao cartório reconhecer as assinaturas.
o notárioProfissional que dá valor oficial a contratos e documentos.O notário leu o contrato em voz alta antes da assinatura.
o conservadorResponsável por uma conservatória de registos.O conservador do registo civil celebrou o casamento.
a conservatóriaRepartição pública onde se registam nascimentos, casamentos, imóveis ou empresas.Foi à conservatória do registo predial pedir uma certidão da casa.
a procuraçãoDocumento que autoriza uma pessoa a agir em nome de outra.Deu uma procuração ao filho para tratar das finanças.
o testamentoDocumento em que alguém diz o que fazer com os seus bens depois de morrer.No testamento, deixou a biblioteca à universidade.
o testadorPessoa que faz um testamento.A vontade do testador deve ser respeitada pelos herdeiros.
o legatárioPessoa que recebe um bem específico deixado em testamento.O sobrinho foi o legatário do relógio de ouro.
o herdeiroPessoa que recebe os bens de alguém que morreu.O único herdeiro da fortuna era um primo distante.
a herdadeGrande propriedade rural, típica do Alentejo.A família tem uma herdade com sobreiros e olivais perto de Évora.
o espólioConjunto dos bens ou das obras deixadas por alguém que morreu.A Biblioteca Nacional guarda o espólio de Fernando Pessoa.
o inventárioLista pormenorizada de bens; também processo de partilha de uma herança.Fizemos o inventário de todos os móveis da casa.
o quinhãoParte que cabe a cada pessoa numa divisão.Cada irmão recebeu o seu quinhão da herança.
a meaçãoMetade dos bens comuns de um casal que pertence a cada cônjuge.Com o divórcio, ela ficou com a sua meação do património.
o doteBens que antigamente a noiva levava para o casamento; também talento natural.Antigamente, as famílias juntavam um dote para as filhas casarem.
a emancipaçãoAto de se tornar livre ou independente.A emancipação das mulheres foi uma conquista do século XX.
o tutorPessoa encarregada legalmente de cuidar de um menor e dos seus bens.Depois da morte dos pais, o tio foi nomeado tutor das crianças.
a curatelaEncargo legal de cuidar dos bens e dos interesses de uma pessoa incapaz.O tribunal entregou a curatela do idoso à filha.
a interdiçãoProibição; também decisão judicial que retira a alguém a capacidade de gerir os seus bens.Foi decretada a interdição de pesca no rio durante o verão.
a inabilitaçãoDecisão judicial que limita a capacidade de uma pessoa gerir os seus bens.A família pediu a inabilitação do tio por gastar tudo no jogo.
o litígioConflito de interesses levado a tribunal.Os vizinhos estão em litígio por causa do muro.
o litigantePessoa que é parte num processo judicial.Cada litigante apresentou as suas provas ao juiz.
o pleitoDisputa judicial; também qualquer disputa ou eleição.O pleito entre as duas empresas durou dez anos.
a lideProcesso judicial; também trabalho ou luta.O advogado acompanhou a lide desde o início.
a demandaAção judicial; também procura de algo.A demanda do Santo Graal é um tema dos romances de cavalaria.
o demandantePessoa que intenta uma ação judicial contra outra.O demandante exigiu uma compensação pelos prejuízos.
o queixosoPessoa que apresenta uma queixa às autoridades ou ao tribunal.O queixoso contou à polícia como foi assaltado.
o lesadoPessoa que sofreu um prejuízo.Cada lesado do acidente vai receber uma compensação.
o ressarcimentoCompensação de um dano ou de um prejuízo.Os clientes exigem o ressarcimento dos prejuízos causados pela avaria.
a indemnizaçãoDinheiro pago para compensar um dano ou uma perda.O trabalhador recebeu uma indemnização quando foi despedido.
a instânciaCada um dos graus de um tribunal; também pedido insistente.O caso foi julgado em primeira instância no tribunal de Braga.
o foroTribunal ou área de competência judicial; também esfera íntima.Isso pertence ao foro privado de cada um.
a comarcaÁrea territorial que corresponde a um tribunal de primeira instância.O tribunal da comarca de Lisboa tem muitos processos pendentes.
a alçadaLimite da competência de uma autoridade; responsabilidade.Esse assunto não é da minha alçada.
o magistradoJuiz ou procurador; pessoa que exerce funções judiciais.O magistrado ouviu as testemunhas durante toda a manhã.
a magistraturaConjunto dos juízes e procuradores; também a sua profissão.Depois do curso de Direito, seguiu a magistratura.
o ministério públicoEntidade que representa o Estado nos tribunais e dirige a acusação nos crimes.O ministério público acusou o gerente de fraude fiscal.
o meritíssimoForma de tratamento respeitosa dada a um juiz.O advogado dirigiu-se ao meritíssimo e pediu a palavra.
a togaVeste comprida e preta usada por juízes e advogados no tribunal.O advogado vestiu a toga antes de entrar na sala de audiências.
a becaVeste preta usada por magistrados e professores em cerimónias.Os professores desfilaram de beca na abertura solene das aulas.
o libeloEscrito que acusa ou difama alguém; peça de acusação.O panfleto era um libelo contra a direção do clube.
a contestaçãoResposta do réu a uma ação; também protesto.O advogado entregou a contestação dentro do prazo.
a alegaçãoAfirmação apresentada como argumento; também exposição final de um advogado.A alegação de que o carro estava avariado era falsa.
a peroraçãoParte final de um discurso; também discurso longo e enfático.Na peroração, o advogado apelou à consciência dos jurados.
a jurisprudênciaConjunto das decisões dos tribunais que servem de orientação.A jurisprudência do Supremo Tribunal é clara sobre esta matéria.
a doutrinaConjunto de ideias e princípios de uma escola ou de juristas.Segundo a doutrina maioritária, a cláusula é nula.
o precedenteCaso anterior que serve de exemplo ou de justificação.Esta decisão abre um precedente perigoso.
o articuladoConjunto de artigos de uma lei ou peça judicial dividida em artigos.O articulado da nova lei tem cinquenta artigos.
o editalAviso oficial afixado em lugar público ou publicado para informar a população.A câmara afixou um edital sobre o corte de água.
a errataLista dos erros de um livro ou documento, com as correções.A editora incluiu uma errata no fim do volume.
a adendaTexto que se junta a um documento para o completar.O contrato tem uma adenda com as novas condições de pagamento.
o aditamentoAcrescento feito a um texto ou contrato já existente.O senhorio propôs um aditamento ao contrato de arrendamento.
o averbamentoNota escrita num registo oficial para o atualizar ou corrigir.O divórcio consta de um averbamento na certidão de casamento.
a rubricaAssinatura abreviada; também título de uma secção de jornal ou de despesas.Ponha a sua rubrica em todas as páginas do contrato.
a chancelaCarimbo ou marca oficial; também a marca de uma editora.O livro saiu com a chancela de uma pequena editora do Porto.
o emolumentoQuantia paga por um serviço oficial, como um registo ou uma certidão.Cada certidão tem um emolumento fixo de vinte euros.
os emolumentosTaxas cobradas por serviços oficiais; também rendimentos de um cargo.Os emolumentos do registo da casa custaram mais do que esperávamos.
as custas judiciaisDespesas que se pagam ao Estado num processo em tribunal.A parte que perdeu o processo teve de pagar as custas judiciais.
o alpendreCobertura à entrada de uma casa, apoiada em colunas.À tarde, os avós sentavam-se no alpendre a ver quem passava.
o beiralParte do telhado que sai para fora da parede.As andorinhas fizeram ninho debaixo do beiral.
a soleiraPedra ou peça no chão, por baixo da porta.Deixaram a encomenda na soleira da porta.
o postigoPequena abertura numa porta ou janela, que se pode abrir à parte.A vizinha espreitou pelo postigo antes de abrir a porta.
a claraboiaJanela no telhado que deixa entrar a luz.A luz do sol entrava pela claraboia do sótão.
o caixilhoMoldura de uma janela ou de uma porta onde se encaixa o vidro.Trocámos cada caixilho de madeira por alumínio.
a ombreiraCada uma das peças laterais que formam o vão de uma porta.Encostou-se à ombreira da porta à espera da resposta.
o rodapéFaixa na parte de baixo da parede, junto ao chão; também nota no fundo da página.O pintor protegeu o rodapé com fita-cola.
a calhaCanal estreito que conduz a água; também trilho por onde algo desliza.A calha do telhado estava entupida de folhas.
o algerozCaleira de um telhado que recolhe a água da chuva.A chuva transbordava do algeroz entupido.
a telhaPeça de barro ou de outro material usada para cobrir telhados.O vento arrancou mais de uma telha do telhado.
a cumeeiraParte mais alta de um telhado, onde se juntam as duas vertentes.Um gato dormia na cumeeira do telhado.
a vigaPeça comprida e forte de madeira, ferro ou betão que sustenta uma construção.Uma viga de madeira atravessava o teto da sala.
a travePeça grossa de madeira usada em construção; no futebol, a barra superior da baliza.A bola bateu na trave e saiu.
o barrotePeça de madeira grossa e comprida usada em construção.O carpinteiro pregou cada barrote ao soalho.
o soalhoPavimento feito de tábuas de madeira.O soalho da casa antiga range a cada passo.
o tabuadoConjunto de tábuas que formam um pavimento ou uma divisória.O tabuado do palco estava gasto pelos anos.
o estuqueMassa de gesso usada para revestir tetos e paredes ou fazer ornamentos.Os tetos de estuque do palacete foram restaurados.
o rebocoCamada de argamassa que cobre uma parede antes da pintura.O reboco da fachada começou a cair com a humidade.
a argamassaMistura de cimento ou cal, areia e água usada para unir tijolos ou pedras.O pedreiro preparou a argamassa num balde grande.
o andaimeEstrutura provisória onde os operários se apoiam para trabalhar em altura.Os pintores subiram ao andaime para pintar a fachada.
o alicerceBase de uma construção, enterrada no solo; também fundamento de algo.A confiança é o alicerce de qualquer amizade.
o entulhoRestos de materiais de construção ou de demolição.O entulho das obras foi levado num contentor.
o tijoloBloco de barro cozido usado para construir paredes.O pedreiro assentou um tijolo de cada vez até terminar a parede.
a cantariaPedra trabalhada e talhada para construção.As janelas da igreja têm molduras de cantaria.
o granitoRocha muito dura e granulosa, comum no Norte de Portugal.As casas antigas do Minho são de granito.
o xistoRocha que se divide facilmente em lâminas, usada em construção.As aldeias de xisto da serra da Lousã atraem muitos turistas.
o mármorePedra dura e polida usada em esculturas e construções.Estremoz é famosa pelo seu mármore branco e rosa.
a ardósiaPedra escura que se divide em placas finas.Antigamente os alunos escreviam numa ardósia com giz.
o calceteiroProfissional que faz a calçada com pequenas pedras.O calceteiro desenhava ondas com pedras pretas e brancas.
o ourivesArtesão que trabalha o ouro e a prata.O ourives fez umas arrecadas de filigrana para a noiva.
o latoeiroArtesão que fabrica e conserta objetos de lata.O latoeiro consertou o regador furado.
o ferreiroArtesão que trabalha o ferro na forja.O ferreiro batia o ferro em brasa na bigorna.
o tanoeiroArtesão que faz e conserta pipas e barris.O tanoeiro ainda faz barris para as quintas do Douro.
o oleiroArtesão que faz objetos de barro.O oleiro moldava um cântaro na roda.
o marceneiroArtesão que faz móveis de madeira finos.O marceneiro restaurou a cómoda da bisavó.
o tecelãoPessoa que tece fios num tear.O tecelão fazia mantas de lã num tear antigo.
o sapateiroPessoa que faz ou conserta sapatos.Levei as botas ao sapateiro para trocar as solas.
o alfaiatePessoa que faz fatos e roupa de homem por medida.O alfaiate tirou-me as medidas para o fato do casamento.
a costureiraMulher que faz ou arranja roupa por profissão.A costureira subiu a bainha das calças.
a modistaMulher que faz vestidos e chapéus por medida.A modista desenhou o vestido de noiva da prima.
a bordadeiraMulher que faz bordados.Uma bordadeira da Madeira bordou esta toalha à mão.
a rendeiraMulher que faz rendas à mão.Em Vila do Conde, ainda há uma rendeira que trabalha com bilros.
o almocreveAntigo transportador de mercadorias em animais de carga.O almocreve levava o sal da costa para as aldeias do interior.
o pastorPessoa que guarda e conduz o gado.O pastor levou as ovelhas para a serra.
o rebanhoGrupo de ovelhas ou cabras guardadas juntas.Um rebanho de ovelhas atravessou a estrada.
o redilRecinto onde se recolhem as ovelhas.Ao fim do dia, o pastor recolhia as ovelhas no redil.
o curralLugar fechado onde se guarda o gado.As vacas dormem no curral durante o inverno.
a pocilgaLugar onde se criam porcos; também lugar muito sujo.Arruma o quarto, que isto parece uma pocilga!
o celeiroConstrução onde se guardam cereais.O trigo da colheita foi guardado no celeiro.
o espigueiroConstrução de pedra elevada, típica do Minho, onde se secam espigas de milho.O espigueiro de Soajo é um dos mais fotografados do país.
o palheiroConstrução onde se guarda a palha.As crianças escondiam-se no palheiro a brincar.
a eiraTerreno plano e limpo onde se secam e debulham os cereais.O milho secava ao sol na eira.
a azenhaMoinho movido pela água de um rio.A velha azenha do rio foi transformada em museu.
o moinhoConstrução com mós para moer cereais, movida pelo vento ou pela água.O moinho de vento no alto da colina já não funciona.
a móPedra grande e redonda que mói os cereais num moinho.A mó girava devagar e transformava o milho em farinha.
o lagarLugar onde se espremem uvas ou azeitonas.Em novembro, o lagar de azeite trabalha dia e noite.
a adegaLugar onde se faz e se guarda o vinho.Visitámos uma adega no Douro e provámos vinho do Porto.
a pipaBarril grande de madeira para guardar vinho.O vinho novo repousa numa pipa de carvalho.
o tonelBarril muito grande para guardar vinho.Na adega havia um tonel com mais de cem anos.
a vindimaColheita das uvas.A vindima começa em setembro e junta toda a família.
a ceifaCorte dos cereais maduros.No Alentejo, a ceifa do trigo fazia-se em junho.
a malhaAção de bater os cereais para separar o grão; também tecido de fio entrelaçado.Na malha do centeio, os homens batiam as espigas com manguais.
a debulhaSeparação dos grãos da espiga ou da vagem.A debulha do milho era uma festa nas aldeias minhotas.
a lavouraTrabalho de cultivar a terra; agricultura.Os filhos deixaram a lavoura e foram para a cidade.
o aradoInstrumento puxado por animais ou por um trator para abrir a terra.O lavrador atrelou o arado aos bois.
a enxadaFerramenta de lâmina larga e cabo comprido para cavar a terra.O avô cavava a horta com uma enxada.
a foiceFerramenta de lâmina curva para cortar ervas e cereais.Cortou o mato do caminho com uma foice.
o ancinhoFerramenta com dentes para juntar folhas, palha ou terra.Juntou as folhas secas com o ancinho.
a forquilhaFerramenta com dentes compridos para levantar palha ou feno.Carregou o feno na carroça com a forquilha.
a sacholaPequena enxada usada para sachar e mondar.Com a sachola, tirou as ervas daninhas entre as couves.
o pousioPeríodo em que a terra fica sem cultivo para recuperar.Este ano, o campo vai ficar em pousio.
a searaCampo semeado de cereais.A seara de trigo ondulava ao vento.
o restolhoParte do caule dos cereais que fica no campo depois da ceifa.As ovelhas pastavam no restolho depois da colheita.
a giestaArbusto de flores amarelas muito comum nos montes.Em maio, a giesta cobre os montes de amarelo.
a urzePequeno arbusto de flores roxas ou cor-de-rosa que cresce nas serras.A urze em flor pintava de roxo a serra do Gerês.
o tojoArbusto espinhoso de flores amarelas, típico dos baldios.Arranhei as pernas no tojo ao subir o monte.
o rosmaninhoPlanta aromática de flores roxas, parecida com a alfazema.O cheiro do rosmaninho enchia o caminho.
o alecrimPlanta aromática usada na cozinha, de folhas finas e cheirosas.Assou o borrego com alecrim e alho.
a estevaArbusto de flores brancas e folhas pegajosas, típico do Alentejo.O cheiro da esteva é típico da serra no verão.
o medronheiroArbusto de frutos vermelhos com que se faz aguardente.O medronheiro dá frutos vermelhos no outono.
o castanheiroÁrvore grande que dá castanhas.Apanhámos castanhas debaixo do castanheiro.
o azevinhoArbusto de folhas espinhosas e bagas vermelhas, protegido por lei.O azevinho é uma espécie protegida em Portugal.
o salgueiroÁrvore de ramos flexíveis que cresce junto à água.Um salgueiro inclinava-se sobre o lago.
o choupoÁrvore alta e esguia que cresce perto dos rios.Um choupo alto e esguio ladeava a estrada junto ao rio.
o freixoÁrvore de madeira forte e flexível, comum junto aos rios.Fizeram o cabo da enxada com madeira de freixo.
o vimeRamo fino e flexível usado para fazer cestos.A avó fazia cestos de vime.
o juncoPlanta de caule comprido e fino que cresce em sítios húmidos.Os patos escondiam-se no junco da margem.
o canavialTerreno coberto de canas.As crianças brincavam às escondidas no canavial junto ao rio.
o matagalTerreno coberto de mato denso.O coelho desapareceu no matagal.
a charnecaTerreno inculto e arenoso, com vegetação baixa.A charneca estendia-se até onde a vista alcançava.
a lezíriaTerra plana e fértil nas margens de um rio, que fica alagada nas cheias.Os cavalos pastavam na lezíria do Tejo.
o montadoPaisagem alentejana de sobreiros e azinheiras com pastagens.Os porcos pretos alimentam-se de bolota no montado.
a planícieGrande extensão de terreno plano.O Alentejo é conhecido pela sua imensa planície.
o planaltoTerreno plano em zona alta.O planalto mirandês é frio no inverno.
a encostaTerreno inclinado de um monte ou de uma serra.As vinhas descem pela encosta até ao rio.
a vertenteCada um dos lados inclinados de uma montanha; também aspeto de um assunto.A vertente norte da serra tem mais neve.
a falésiaRocha alta e íngreme junto ao mar.É perigoso andar à beira da falésia.
a arribaMargem alta e escarpada à beira-mar.A arriba da praia desabou depois das chuvas.
o promontórioPonta de terra alta que avança para o mar.O farol foi construído no promontório.
a enseadaPequena baía, abrigada do mar alto.Os barcos abrigaram-se na enseada durante a tempestade.
a baíaEntrada larga do mar na costa.A baía de Cascais estava cheia de veleiros.
o estuárioZona larga onde um rio se junta ao mar.O estuário do Sado é famoso pelos golfinhos.
a fozLugar onde um rio desagua.A foz do Douro fica no Porto.
a nascenteLugar onde nasce um rio ou uma fonte.A nascente do Mondego fica na serra da Estrela.
o afluenteRio que desagua noutro rio maior.O Zêzere é um afluente do Tejo.
o caudalQuantidade de água que corre num rio.Depois das chuvas, o caudal do rio aumentou muito.
o arealGrande extensão de areia, sobretudo na praia.O areal estava cheio de banhistas.
a dunaMonte de areia formado pelo vento.É proibido pisar a duna para proteger a vegetação.
a restingaFaixa estreita de areia entre o mar e uma lagoa.A restinga separa a ria do oceano.
a maresiaCheiro característico do mar.Ao abrir a janela, sentimos a maresia.
a ressacaMovimento violento das ondas ao recuar; também mal-estar depois de beber muito.A ressaca do mar arrastou o barco contra as rochas.
a rebentaçãoLugar onde as ondas se desfazem ao chegar à costa.Os surfistas esperavam as ondas depois da rebentação.
a espumaConjunto de pequenas bolhas que se forma na superfície de um líquido.A espuma das ondas cobria a areia.
o marulhoAgitação e som das ondas do mar.Adormeci com o marulho das ondas.
a calmariaAusência de vento e de ondas no mar.Com a calmaria, os veleiros ficaram parados.
a bonançaTempo calmo depois de uma tempestade.Depois da tempestade vem a bonança.
o vendavalVento muito forte e violento.O vendaval derrubou árvores e postes.
a ventaniaVento forte e contínuo.Com esta ventania, é melhor não ir à praia.
a borrascaTempestade súbita com vento e chuva forte.Uma borrasca apanhou os pescadores no mar.
o aguaceiroChuva forte e de curta duração.Um aguaceiro apanhou-nos a meio do passeio.
a morrinhaChuva muito miúda e persistente.Uma morrinha fria caía sobre Braga.
o chuviscoChuva fina e fraca.Com este chuvisco, nem vale a pena abrir o guarda-chuva.
o orvalhoGotas de água que se formam de manhã sobre as plantas.A relva estava molhada de orvalho.
a orvalhadaGrande quantidade de orvalho; humidade da noite.A orvalhada da madrugada molhou a roupa estendida.
a brumaNévoa sobre o mar ou ao longe.O navio desapareceu na bruma.
a neblinaNevoeiro fraco e baixo.Uma neblina cobria o vale de manhã cedo.
o cacimboNevoeiro húmido e chuva miudinha, sobretudo em Angola; humidade fria da noite.Em Luanda, o tempo do cacimbo traz céus cinzentos.
o mormaçoTempo quente e abafado, com o céu encoberto.Com este mormaço, até custa respirar.
a canículaPeríodo de calor muito intenso.Durante a canícula, as pessoas fugiram para as praias.
a estiagemPeríodo seco, sem chuva, em que os rios baixam.Na estiagem, o ribeiro fica quase seco.
o degeloDerretimento da neve e do gelo.Com o degelo, os rios da serra enchem-se.
lavrarAbrir a terra com o arado; também redigir um documento oficial.É preciso lavrar o campo antes de semear.
escriturarRegistar contas em livros de contabilidade.A contabilista tem de escriturar todas as despesas do mês.
registarInscrever num registo oficial; também anotar.Fomos registar o bebé na conservatória.
averbarAnotar num registo oficial uma alteração.A conservatória vai averbar o divórcio na certidão.
rubricarPôr uma assinatura abreviada.Tem de rubricar todas as páginas do contrato.
autenticarConfirmar oficialmente que um documento é verdadeiro.O notário vai autenticar as fotocópias.
legarDeixar em testamento; também transmitir às gerações seguintes.Decidiu legar a coleção de arte ao museu.
herdarReceber bens de alguém que morreu; também receber características dos pais.A Maria herdou os olhos azuis da avó.
deserdarExcluir alguém da herança a que teria direito.O velho industrial deserdou o filho depois de uma discussão.
usufruirGozar ou tirar proveito de algo.Os sócios podem usufruir da piscina durante todo o ano.
demandarLevar alguém a tribunal; também exigir ou precisar de algo.O cliente decidiu demandar a empresa pelos prejuízos.
pleitearDefender uma causa em tribunal; também disputar algo.O advogado vai pleitear a favor da família no tribunal.
litigarTer uma disputa judicial com alguém.Os dois irmãos litigam há anos por causa da herança.
querelarApresentar queixa criminal contra alguém.A atriz querelou contra o jornal por difamação.
alegarApresentar algo como razão ou desculpa.O aluno alegou que estava doente para faltar ao teste.
arrazoarExpor argumentos para defender uma posição, sobretudo em tribunal.O advogado teve dez minutos para arrazoar perante o juiz.
deferirAceitar ou aprovar um pedido oficial.A câmara deferiu o pedido de licença para a esplanada.
indeferirRecusar oficialmente um pedido.O pedido de bolsa foi indeferido por falta de documentos.
diferirSer diferente; também adiar.As duas versões da história diferem em vários pormenores.
protelarAdiar uma decisão ou uma ação, deixando-a para mais tarde.Não podemos protelar mais a ida ao dentista.
procrastinarDeixar sempre para depois o que se tem de fazer.Se continuares a procrastinar, nunca acabas a tese.
postergarAdiar; também pôr de lado ou desprezar.A direção decidiu postergar a reunião para janeiro.
delongarDemorar; prolongar algo mais do que o necessário.Não quero delongar esta conversa; vamos ao essencial.
dilatarAumentar de volume ou de tamanho; também prolongar um prazo.O calor faz dilatar os metais.
tardarDemorar; chegar tarde.O médico não deve tardar a chegar.
apressarTornar mais rápido; fazer alguém ter pressa.Temos de apressar o passo, ou perdemos o autocarro.
precipitarFazer acontecer antes do tempo; também atirar de cima para baixo.A crise veio precipitar o fecho da fábrica.
precipitar-seAgir com pressa e sem pensar.O jovem precipitou-se e aceitou a primeira proposta que recebeu.
açodarApressar ou incitar alguém a fazer algo depressa.Não é preciso açodar os trabalhadores; o prazo é largo.
azafamarAndar ocupado e apressado com muitas tarefas.Na véspera da festa, a família inteira azafamava-se na cozinha.
afadigarCansar com trabalho; também empenhar-se com esforço.Os bombeiros afadigavam-se a apagar as últimas chamas.
esfalfarCansar muito, até ao esgotamento.A subida da serra esfalfou os ciclistas menos treinados.
estafarCansar muito.A mudança de casa estafou toda a família.
extenuar-seFicar completamente esgotado de forças.O maratonista extenuou-se nos últimos quilómetros.
arquejarRespirar com dificuldade e muito depressa.Depois de subir as escadas, o avô arquejava.
ofegarRespirar depressa e com esforço.O cão ofegava ao sol depois da corrida.
arfarRespirar com dificuldade; também mover-se para cima e para baixo.O peito do atleta arfava depois da prova.
engasgarImpedir a passagem do ar ou dos alimentos pela garganta; atrapalhar-se ao falar.Uma espinha engasgou o menino durante o jantar.
balbuciarFalar de forma hesitante e pouco clara.Envergonhado, balbuciou um pedido de desculpa.
gaguejarFalar repetindo sílabas, com dificuldade.Quando ficava nervoso, gaguejava um pouco.
tartamudearFalar com hesitação, repetindo sons; gaguejar.Surpreendido pela pergunta, o aluno tartamudeou uma resposta.
rosnarMostrar os dentes e fazer um som ameaçador, como um cão.O cão rosnava sempre que o carteiro se aproximava.
resmungarFalar baixo e de mau humor, a queixar-se.O avô resmungava sempre que tinha de tomar os comprimidos.
rezingarResmungar e discutir com mau humor.A vizinha rezingava por tudo e por nada.
ralharRepreender alguém em voz alta.A mãe ralhou com os filhos por chegarem tarde.
repreenderChamar a atenção de alguém para um erro, com severidade.O professor teve de repreender os alunos que copiaram.
admoestarAvisar alguém de forma séria sobre um erro.O árbitro admoestou o jogador antes de lhe mostrar o cartão.
vituperarCriticar com dureza e insultos.O crítico vituperou o filme num artigo feroz.
increparRepreender com severidade, acusando.O capitão increpou os marinheiros pela falta de disciplina.
invetivarAtacar com palavras violentas e agressivas.O capitão invetivou os colegas no balneário ao intervalo.
verberarCriticar com veemência; censurar duramente.O editorial verberou a falta de investimento nos hospitais.
fustigarBater com força; também atacar com críticas.O vento fustigava as janelas durante toda a noite.
açoitarBater com um chicote; também bater com violência.As ondas açoitavam o paredão do porto.
vergastarBater com uma vara fina e flexível.A chuva vergastava o rosto dos caminhantes.
flagelarCastigar com chicote; também causar grande sofrimento.A seca flagelava os agricultores do Sul.
mortificarCausar sofrimento físico ou moral; atormentar.A dúvida mortificava-o dia e noite.
atormentarCausar grande sofrimento ou inquietação.O remorso atormentava a personagem até ao fim do romance.
afligirCausar preocupação ou sofrimento.A doença do filho afligia os pais.
angustiarCausar grande ansiedade e aflição.A falta de notícias angustiava a família dos pescadores.
acabrunharDeixar alguém abatido e desanimado.A notícia do despedimento acabrunhou o pai.
abaterDeitar abaixo; também deixar alguém sem ânimo.A morte do amigo abateu-o profundamente.
prostrarDeitar abaixo; deixar alguém sem forças.A gripe prostrou metade da turma durante uma semana.
consternarCausar grande tristeza e desolação.A morte do jovem ciclista consternou toda a vila.
estarrecerAssustar ou espantar ao ponto de deixar sem reação.A violência das imagens estarreceu os espectadores.
apavorarCausar muito medo.O som do trovão apavorava as crianças.
horrorizarCausar horror ou indignação.A crueldade do crime horrorizou o país.
arrepiarFazer os pelos levantarem-se, com frio ou emoção.Esta música arrepia-me sempre.
eriçarLevantar os pelos ou as penas.O gato eriçou o pelo quando viu o cão.
encresparTornar crespo; também agitar a superfície do mar.A humidade encrespa o cabelo da Joana.
ondularMover-se em ondas.O trigo ondulava com o vento da tarde.
de todo em todoExpressão que significa "completamente", "totalmente".A proposta é de todo em todo inaceitável.
a ferro e fogoExpressão que significa "com grande violência e destruição".Os invasores puseram a cidade a ferro e fogo.
de lés a lésExpressão que significa "de uma ponta à outra".Percorreram o país de lés a lés de bicicleta.
de fio a pavioExpressão que significa "do princípio ao fim, sem saltar nada".Li o relatório de fio a pavio e não encontrei o erro.
às apalpadelasExpressão que significa "tateando, sem ver"; também sem orientação.Sem luz, desci as escadas às apalpadelas.
aos solavancosExpressão que significa "com sacudidelas"; também com interrupções.O velho autocarro subia a serra aos solavancos.
aos trambolhõesExpressão que significa "a cair e a tropeçar"; também com grande desordem.O miúdo desceu as escadas aos trambolhões.
de rajadaExpressão que significa "muito depressa e de uma só vez".Disse tudo de rajada, sem respirar.
de chofreExpressão que significa "de repente, sem aviso".A notícia chegou de chofre e deixou-nos sem palavras.
à queima-roupaExpressão que significa "muito de perto"; também de forma direta e inesperada.O jornalista fez-lhe a pergunta à queima-roupa.
a esmoExpressão que significa "ao acaso, sem rumo nem critério".Atirava pedras a esmo para o lago.
ao deus-daráExpressão que significa "ao abandono, sem cuidado".O jardim ficou ao deus-dará depois de os donos emigrarem.
à matrocaExpressão que significa "à sorte, sem controlo nem ordem".O barco andou à matroca depois de perder o leme.
de enfiadaExpressão que significa "seguidamente, uns atrás dos outros".A equipa ganhou cinco jogos de enfiada.
em catadupaExpressão que significa "em grande quantidade e de seguida".As encomendas chegaram em catadupa depois do anúncio.
a eitoExpressão que significa "seguidamente, sem escolher nem saltar nada".Os trabalhadores cortaram o mato a eito.
a rodosExpressão que significa "em grande quantidade".Naquele ano, havia laranjas a rodos.
às mancheiasExpressão que significa "em grande quantidade, com generosidade".O professor distribuía elogios às mancheias.
de mansinhoExpressão que significa "devagar e sem fazer barulho".O gato entrou de mansinho na cozinha.
pé ante péExpressão que significa "com passos leves, para não fazer barulho".Entrou em casa pé ante pé para não acordar os pais.
a bel-prazerExpressão que significa "como se quer, segundo a própria vontade".O novo dono muda as regras a bel-prazer.
ao arrepio deExpressão que significa "contra", "em sentido contrário a".A decisão foi tomada ao arrepio de todas as recomendações técnicas.
à guisa deExpressão que significa "à maneira de", "como".Leu um poema à guisa de introdução.
à laia deExpressão que significa "à maneira de", "servindo de".Usou um lenço à laia de chapéu.
em jeito deExpressão que significa "à maneira de", "com o tom de".Disse-lhe, em jeito de despedida, que voltaria em breve.
o vernáculoA língua própria de um país, falada de forma pura e correta; também linguagem corrente.O escritor usa um vernáculo rico, cheio de palavras do povo.
o desideratoAquilo que se deseja alcançar; objetivo.O grande desiderato da associação é construir um novo pavilhão.
o epítetoPalavra ou expressão que qualifica alguém ou algo; cognome.D. Dinis ficou conhecido pelo epíteto de "o Lavrador".
a alcunhaNome que se dá a alguém por uma característica, em vez do nome verdadeiro.Na escola, todos o conheciam pela alcunha de "Pardal".
o apodoAlcunha trocista ou ofensiva.O apodo que lhe deram na aldeia acompanhou-o toda a vida.
a diatribeCrítica violenta e mordaz, oral ou escrita.O cronista publicou uma diatribe contra a nova ponte.
a invetivaDiscurso ou expressão agressiva contra alguém.O treinador respondeu à invetiva do jornalista com calma.
o panegíricoDiscurso ou texto de grande elogio a alguém.O discurso de homenagem foi um verdadeiro panegírico ao velho mestre.
a apologiaDiscurso ou texto que defende ou elogia uma ideia ou uma pessoa.O livro é uma apologia da vida simples no campo.
a filípicaDiscurso violento contra alguém.O treinador fez uma filípica contra a arbitragem na conferência de imprensa.
o sofismaArgumento que parece correto, mas é falso e serve para enganar.O raciocínio dele não passava de um sofisma bem construído.
a sinecuraCargo bem pago que exige pouco ou nenhum trabalho.Aquele lugar na administração era uma sinecura.
o beneplácitoConsentimento ou aprovação dada por uma autoridade.O projeto só avançou com o beneplácito da câmara.
a ignomíniaDesonra extrema causada por um ato vergonhoso.Abandonar os feridos seria uma ignomínia.
a perfídiaDeslealdade grave de quem trai a confiança de outra pessoa.A perfídia do sócio, que fugiu com o dinheiro, deixou-o arruinado.
a plêiadeGrupo de pessoas notáveis na mesma área.O festival reuniu uma plêiade de grandes músicos.
a epistemologiaRamo do pensamento que estuda a natureza e os limites do conhecimento.A cadeira de epistemologia discute como sabemos que algo é verdadeiro.
a ontologiaÁrea da filosofia que estuda o ser e aquilo que existe.A pergunta «o que é real?» pertence à ontologia.
magnânimoQue é generoso e perdoa com facilidade.A vencedora foi magnânima e elogiou as adversárias.
perniciosoQue causa grande mal, muitas vezes de forma lenta e escondida.A desinformação tem uma influência perniciosa na sociedade.
a idiossincrasiaManeira de ser ou de reagir própria de uma pessoa ou de um grupo.Cada família tem a sua idiossincrasia e os seus pequenos rituais.

Dez palavras por dia: sete novas e três para rever. As que erra voltam mais vezes. Quando acerta o nível inteiro, passa ao seguinte.

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